DDD (Dica Do DAR) – Seminário Internacional “Usos e Usuários de Álcool e outras Drogas na Contemporaneidade

31/10/2010

SEMINÁRIO INTERNACIONAL “USOS E USUÁRIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS NA CONTEMPORANEIDADE

O Núcleo de Estudos Avançados do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas/CETAD, Serviço da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, foi criado com o propósito de fornecer ao Governo Brasileiro informações amplas e diversificadas que possam contribuir para o debate político e, desse modo, na elaboração da política brasileira voltada às drogas e aos seus usos.

Para isso, o Núcleo de Estudos Avançados (NEA-CETAD) organiza o SEMINÁRIO INTERNACIONAL “USOS E USUÁRIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS NA CONTEMPORANEIDADE”, no período de 03 a 06 de novembro do corrente ano, durante o qual serão abordados os aspectos clínicos, socioculturais e urbanos, leis, violência, tão importantes para a compreensão desse fenômeno no mundo.

Abertura do evento – PALÁCIO DA REITORIA, Av. Miguel Calmon, s/n, Canela, no dia 03 de novembro às 19 horas.

Demais atividades – FIESTA BAHIA HOTEL, Av. Antônio Carlos Magalhães, n. 711, Pituba, de 04 a 06 de novembro de 2010.

VAGAS LIMITADAS, MEDIANTE O PREENCHIMENTO E ENVIO DA FICHA DE INSCRIÇÃO.

Inscrições e outras informações: Andrea Leão e Christina Vieira
muneca@uol.com.br / leão-andrea@uol.com.br

Telefones de contato: (71)3336 5341 - (71)3336 3322 – (71)3336 0466

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Debate sobre drogas em encontro de cientistas sociais

29/10/2010

Ciência Hoje

Um debate necessário

Deixada de lado nas eleições para presidente, discussão sobre a descriminalização das drogas mobiliza o meio acadêmico. No encontro anual da Anpocs, intelectuais de diversas áreas defenderam a mudança da política brasileira contra as drogas, marcada pela proibição e pelo enfrentamento.

Por: Isabela Fraga

Publicado em 28/10/2010 | Atualizado em 28/10/2010

Um debate necessário Manifestantes defendem a descriminalização da maconha durante evento em Porto Alegre (foto: João Menna Barreto – CC 2.0 BY-NC).

As políticas públicas em relação às drogas são tema de discussão e objeto de reformulação de leis e de suas interpretações em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Embora a discussão sobre o tema tenha sido deixada de lado nas eleições deste ano – pouco se disse além da posição “a favor” ou “contrados candidatos –, o cenário é diferente no meio acadêmico, no qual o debate em torno da descriminalização tende a assumir uma posição cada vez mais central.

A política de combate e proibição das drogas em vigor no Brasil é totalmente ineficiente

Exemplo dessa relevância do tema foi uma mesa-redonda realizada ontem (26) pela manhã no 34º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que acontece esta semana em Caxambu (MG).

O debate foi coordenado pelo cientista político e ex-secretário nacional de segurança pública Luiz Eduardo Soares, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Intelectuais de diversas áreas convergiram em um ponto: a política de combate e proibição das drogas em vigor no Brasil é totalmente ineficiente e tem implicações graves nos campos da saúde e segurança. Mas qual o caminho a seguir?

Por uma política de redução de danos

Os psiquiatras Marcelo Santos Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Tarcisio Matos de Andrade, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), defendem uma política de redução de danos em relação às drogas, levando em consideração a inviabilidade de se eliminá-las totalmente.

Ambos, no entanto, apontam o despreparo dos profissionais de saúde de clínicas e hospitais brasileiros no tratamento de dependentes de drogas, especialmente do crack. Leia o resto deste post »


ATIVIDADE DE FORMAÇÃO – Consumo de substâncias psicoativas, uma visão antropológica

27/10/2010

com Maurício Fiore, bacharel em Ciências Sociais e mestre em Antropologia Social pela pela USP. Publicou diversos trabalhos sobre o tema, entre os quais se destaca sua dissertação de mestrado, publicada no livro Uso de “drogas”: controvérsias médicas e debate público (Mercado de Letras/Fapesp, 2006). Atualmente é doutorando em Ciências Sociais na UNICAMP e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

dia 28/10 , às 19:30

na PUC- SP (ponto de encontro: Pátio do Centro Acadêmico Benevides Paixão – de lá rumaremos para uma sala/ para chegar lá entre na Comfil pela Rua Monte Alegre, 971, a entrade é ao lado da banca, e desça a escada/ se estiver perdido ligue para 9272 1918)

Recomendamos a leitura do artigo: Consumo de substâncias psicoativas: sujeitos, substâncias e eventos – Maurício Fiore, disponível para dowload em: http://coletivodar.files.wordpress.com/2009/07/artigo-mauricio-fiore-ram.pdf

Os mais animados podem ler também artigo de Fiore no livro Drogas e cultura, do NEIP, disponível em: http://coletivodar.files.wordpress.com/2009/07/drogas_e_cultura.pdf

Coletivo Desentorpecendo A Razão (DAR)

coletivodar.wordpress.com

@coletivodar

coletivodar@gmail.com


“Punir usuário de maconha não ajuda”

23/10/2010

Folha de S.Paulo – 23/10/2010

Consenso sobre a questão é um dos poucos alcançados por especialistas em debate sobre a droga na Folha

Psiquiatra contrário à legalização compara ideia de liberar uso a criação da Cracolândia; cientista defende erva

VÍDEOS DO DEBATE NO CANAL DE VÍDEOS DO DAR

Fotos Daniel Marenco/Folhapress

Defensor do uso medicinal da maconha lê seu manifesto durante o debate na Folha

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA

É contraproducente e cruel punir usuários de maconha como se fossem criminosos, e falta uma distinção mais clara entre traficantes e simples consumidores da erva na legislação do país.
Esse talvez seja o único consenso entre especialistas reunidos ontem para discutir o tema em debate organizado pela Folha. Divididos entre defensores da legalização da venda da droga, do uso da maconha como remédio e da manutenção da proibição, os debatedores acabaram ficando entrincheirados.
Em parte, isso se deveu à plateia que lotou o auditório do jornal e, com frequência, interrompeu as falas com aplausos, vaias, gritos e xingamentos. “Pessoal, vamos deixar as pessoas se expressarem na inteireza de seus argumentos”, teve de pedir o jornalista Gilberto Dimenstein, colunista da Folha e moderador do debate.
Os membros da mesa, porém, também acabaram perdendo a paciência e partindo para o ataque em alguns momentos. A falta de acordo sobre a proporção real de usuários no mundo, ou sobre a gravidade dos efeitos da maconha quando comparada a drogas lícitas, como o álcool, ajudou a mostrar como o debate ainda é emocional.
Contrário à legalização, Ronaldo Laranjeira, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), disse que sua posição “era lógica do ponto de vista da saúde pública”.
“A experiência de legalização das drogas ilícitas está aqui perto da gente, é a Cracolândia”, ironizou, criticando o fato de que não há um movimento nacional para tentar controlar o uso do crack com a mesma expressão do que defende descriminalizar a maconha.
A jurista Maria Lúcia Karam, membro da ONG internacional Lead, favorável ao fim da proibição da venda de drogas, argumentou que a guerra contra substâncias ilícitas aumentou a violência e ainda fez baixar o preço delas mundo afora. “Legalizar é controlar os danos causados pela droga. As pessoas só morrem de overdose porque não sabem o que estão usando”, afirmou, sendo vaiada por membros da plateia. Leia o resto deste post »


Novo livro de Henrique Carneiro

18/10/2010

Nesta terça a noite, o historiador antiproibicionista Henrique Carneiro lança seu novo livro em São Paulo (convite para o evento aqui).

‘A abstinência também é um excesso’

Marina Lemle , Comunidade Segura

ENTREVISTA / Henrique Carneiro

henrique_carneiro.jpgO ideal de uma sociedade abstêmia de bebidas alcoólicas e outras substâncias psicoativas não é só irrealizável como indesejável, já que pressupõe uma tutela estatal sobre o direito de livre escolha, os estilos de vida e as práticas corporais.

A afirmação é do professor de História Moderna da USP, Henrique Carneiro, autor de “Bebida, abstinência e temperança na história antiga e moderna”, da Editora Senac – São Paulo, que será lançado dia 19 de outubro, na Livraria da Vila, em São Paulo.

No livro, assim como nesta entrevista ao Comunidade Segura, Carneiro aborda o significado da bebida, seus efeitos, sua relação com o divino e com a história das sociedades e discute a questão da abstinência, do excesso e da temperança, que resultaram na procura de um ponto de equilíbrio e moderação por meio de normas, regras, leis, pedagogias e etiquetas sobre como beber adequadamente.

Doutor em História Social e membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip), Carneiro também é autor da “Pequena enciclopédia da história das drogas e bebidas e de Comida e Sociedade: uma história da alimentação”, da editora Campus, e de “Filtros, mezinhas e triacas: as drogas no mundo moderno”, ”A Igreja, a medicina e o amor: prédicas moralistas da época moderna em Portugal e no Brasil”, “Amores e sonhos da flora” e “Afrodisíacos e alucinógenos na botânica e na farmácia”, todos da Xamã Editora. Junto com o historiador Renato Pinto Venancio, ele é organizador de “Álcool e Drogas na História do Brasil”, da editora Amameda, e com Beatriz Caiuby Labate, Sandra Goulart, Maurício Fiore e Edward MacRae – seus colegas pesquisadores do Neip – de “Drogas e Cultura: Novas Perspectivas”, da Edufba.

Qual o principal objetivo do livro “Bebida, abstinência e temperança na história antiga e moderna”?

O principal objetivo do livro é inventariar um conjunto de atitudes sobre o bom e o mau beber ao longo da história ocidental e tentar recuperar noções de virtudes éticas, como a da temperança, como instrumentos úteis para a autogestão das condutas de ingestões, não só de bebidas, como também de alimentos, num sentido de evitar os riscos vinculados a usos problemáticos, abusivos ou compulsivos e buscar uma ética da autorresponsabilidade em relação aos padrões de consumo. Leia o resto deste post »


DDD (Dica Do DAR) – Rage Against The Machine against the machine!

10/10/2010

“It has to start somewhere, it has to start some time,
What better place than here? What better time than now?
Ah, hell, can’t stop us now”
- Rage Against the Machine, Guerilla Radio

O DDD desta vez vai da uma dica de algo que já aconteceu. Um relato sobre o show do Rage Against the Machine no SWU e algumas dicas de vídeos e músicas da banda que não deixou a luta morrer durante os últimos anos.

Neste sábado, 10 de outubro, a banda californiana Rage Against the Machine se apresentou em Itu, no Festival Starts With You, o SWU. Foi um encontro, que, nas palavras de Zack de la Rocha, vocalista da banda, “took far too long to happen” [demorou demais para acontecer]. Afinal, pela primeira vez o Rage pisava na América do Sul para gritar suas canções anticapitalistas.
Infelizmente, o encontro não aconteceu num festival também anticapitalista, que reunisse bandas de todo o mundo, talvez na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST, mas no hipócrita SWU. Com um discurso verde vazio, ares grandiosos de merchandising e marketing, o evento cobrou entradas caríssimas e tentou vender um ambientalismo tão preocupado com o verde quanto a equipe de propaganda da Heineken, uma das principais patrocinadoras do evento.

Com slogans sobre pequenas ações geram grandes mudanças, eles esqueceram o papel das grandes poluidoras e da ação coletiva. Por 250,00 R$ a entrada mais barata, somado ao estacionamento extorsivo que variava de R$ 50,00 até 150,00 R$ o dia, ficou caro ver Zack de la Rocha e Tom Morello. Até para os fãs mais obstinados. Isso sem contar que até às 20h de sábado a polícia tinha feito mais de 70 apreensões de drogas no show: liberdade para o verde? Nem pensar!
Mas o show do Rage compensou todas as merdas: demora pra chegar, tudo caro, aperto. Quando uma sirene anunciou a entrada da banda e a estrela vermelha do socialismo subiu no telão, instalou-se o frenesi. De um aperto tremendo o público começou a se mexer, pular correr, gritar. Finalmente tinhamos o RATM no Brasil.
As músicas levantaram todos que estavam no SWU e rodinhas rolaram soltas. Uma ocupação indevida da área premium levou o show a parar. Os seguranças agiram com a truculência de sempre para proteger os privilégios do VIP mas o fato é que muita gente conseguiu assistir o show de pertinho.
E  foi uma bela apresentação, cheia de energia. Apesar da Globo e sua afiliada o Multishow terem cortado o espetáculo na metade para quem tava de fora (alguém dúvida que por causa das mensagens de esquerda e pela estrela vermelha?). Outro ponto baixo foi a falha no som durante uma das músicas, causando imensa tristeza e raiva nos fãs, que cantavam “SWU, vai tomar no cu”. Na verdade, SWU também pode ser substituído por Globo, Serra, Veja, Dilma etc. Sobrou para todo mundo na hora em que os fãs resolveram se manifestar junto coma banda.
Houve dedicatória de músicas ao MST (ême-ése-ti), a People of The Sun (veja abaixo). E a dedicatória não fica só no simbólico já que banda doará parte do cachê para o movimento.

E o Rage é uma daquelas bandas que são essenciais. No grande marasmo do careta rock indie, de bandas mais preocupadas com a conta bancária e o sapato que usarão nos shows do que com a barbárie da sociedade capitalista, eles definitivamente destoam. Ficaram ao lado dos zapatistas no México, participam de manifestações, onde cantam suas músicas “à capella” (veja abaixo).

Surgiram em 1991, pouco depois da queda do muro de Berlim e mostraram que a luta ainda existe e é necessária. Mantiveram, apesar de estar em grandes gravadoras, uma postura rebelde e anti-sistêmica que se revela nas letras e nos clipes. Influenciaram uma geração inteira a pensar mais além. Quem com seus 20 e poucos anos não passou a adolescência ouvindo RATM e questionando os rumos do mundo. E quantos de nós não fazem isso até hoje?

Ainda bem que tem o Rage.

E pra quem quiser saber mais, tem esse ótimo documentário na íntegra:

Mais sobre RATM:

A banda apoia o boicote da lei racista aprovada no estado do Arizona, que bandas a artistas articularam para apoiar as iniciativas de combate a lei.

A banda tambem apoia o Axis of Justice, iniciativa do Tom Morello e Serj Tanklan que agrupa artistas e fans em prol das lutas por justica social.
Veja  também o site do grupo.


Grupo de teatro promove debate sobre prisão nas ruínas do Carandiru

03/10/2010

2 de outubro de 2010, 18 anos do massacre do Carandiru.

Da Casa de Detenção sobraram uma muralha e ruínas do que seriam solitárias (antônimo do “sonho dentro de um sonho”, de Alan Poe, são o espaço da brutalidade dentro da brutalidade) do Carandiru II, jamais construído, mas certamente existente. O presídio que chegou a ser o maior da América Latina foi desativado e demolido, virou parque, Parque da Juventude. Mas é fundamental que não esqueçamos o que aconteceu ali, como bem disse Julia Neiva, uma das convidadas para a conversa “linhas de fuga: a mémoria, a cidade e a prisão”, realizada pelo Grupo do Trecho neste último sábado, véspera de eleição. Além de Júlia, estiveram presentes os antropólogos Adalton Marques e Karina Biondi, o sobrevivente Luiz Alberto Mendes, o rapper Pixote e o grupo Ca.Ge.Be.

Atualmente trabalhando na penitenciária feminina do Butantã, Km19,5 da Raposo Tavares, o Grupo do Trecho disputa espaço com empresas interessadas em trabalho escravo das presas e um sistema prisional desinteressado por qualquer coisa que possa humanizar essa vingança desumana chamada prisão. Buscam, vejam só vocês, “criar a partir da prisão”. Antes da conversa, apresentaram um pouco desta caminhada, numa intervenção encenada nas ruínas do antigo presídio mas construída sobre as vivíssimas ruínas de um país que tem a terceira população carcerária do planeta. Leia o resto deste post »


DDD (Dica Do DAR) – solidariedade ao Real Parque e eventos importantes nesta semana

26/09/2010

A Dica do DAR desta semana começa conclamando os leitores paulistanos a ajudarem como puderem os desabrigados do incêndio acontecido na última sexta-feira na favela Real Parque, zona sul de Sampa. São cerca de 1300 pessoas que necessitam do máximo de ajuda possível. Clicando aqui você pode saber como proceder.

Durante esta semana teremos eventos muito interessantes, que trazem debates profundos e fundamentais. Na USP acontecerá o Seminário Internacional Guerra e História, com incontáveis mesas e acadêmicos de peso presentes, do dia 28 ao dia 30. A programação completa pode ser vista aqui.

Já na PUC, o Centro Acadêmico Benevides Paixão organiza a Semana contra a criminalização da pobreza, que debaterá questões prementes como PCC, historiografia das favelas e drogas e criminalização da pobreza, esta com presença do DAR. Confira abaixo programação completa e cartaz.

2ª Feira – 27/09
19h: projeção do filme “Notícias de uma Guerra Particular”, de João Moreira Salles no CA Benevides Paixão

4ª Feira – 29/09
10h: debate – historiografia da periferia de SP, com Daniel Hirata (sociólogo) e Carlos Filadelfo (antropólogo) – sala 333 (prédio novo)
19h: debate – o PCC, com Fábio Mallart (jornalista) e Leonardo Massud (jurista) – sala 10CA (comfil)
5ª Feira – 30/09
19h: debate – drogas e criminalização da pobreza, com Júlio Delmanto (coletivo DAR) e Givanildo Manoel (Tribunal Popular) – auditório da APROPUC, rua Bartira, 407

6ª Feira – 01/10

19h: projeção do filme “Dançando com o Diabo”, de Jon Blair + Festa no CA Benevides Paixão

Por fim, indicamos um interessantíssimo evento cultural que ocorrerá no Parque da Juventude, antigo Carandiru. Organizado pelo Grupo Trecho, o projeto Ausências irá criar a partir da prisão, também debatendo questões políticas e sociais que estão por trás da alternativa penal cada vez mais abrangente em nossa sociedade. Confira abaixo programação e cartaz.

.intervenções no parque.
memória e prisão

02.out no parque da juventude [antigo carandiru]

programação

14h. intervenções do grupo do trecho retomam nos espaços do parque o lugar da prisão.

15h30. [conversa pública] linhas de fuga: a mémoria, a cidade e a prisão.

convidados

adalton marques. Possui graduação em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (2006), mestrado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (2010) e cursa graduação em Filosofia pela mesma instituição. Atualmente é pesquisador do Hybris (Grupo de Estudo e Pesquisa em Relações de Poder, Conflitos e Socialidades) e do NADIR (Núcleo de Antropologia do Direito), ambos núcleos de pesquisa do Departamento de Antropologia da USP. Pesquisa prisioneiros, “comandos” prisionais e sistema penitenciário.

jacqueline lima. Antropóloga em formação pela UFSCAR, pesquisa mulheres de detentos nos presídios do estado de São Paulo.

julia mello neiva. Advogada formada pela PUC-SP, especialista em direitos humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e mestra (LL.M) em human rights fellow pela Law School da Columbia University-NY. É atualmente a coordenadora do Programa de Justiça da Conectas Direitos Humanos e tem atuado no combate e prevenção da tortura em unidades prisionais de adultos e jovens, combate à discriminação de gênero e de raça e promoção do acesso à justiça a grupos vulneráveis.

karina biondi. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (2005), mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos (2009) e é doutoranda em Antropologia Social na Universidade Federal de São Carlos. Atua principalmente nos seguintes temas: PCC, prisioneiros, micropolítica, dinâmicas criminais.

luiz alberto mendes. De passagem intensa pelo sistema prisional, o escritor é autor de três livros, seu Memórias de um Sobrevivente, lançado em 2001 pela Companhia das Letras; Tesão e Prazer: Memórias Eróticas de um Prisioneiro, lançado em 2004 pela editora Geração e Às Cegas, também lançado pela editora Companhia das Letras em 2005. É também colunista da revista Trip.

18h. hip hop Ca.Ge.Be. [cada gênio do beco]
Formado na zona norte da capital de SP por Cezar Sotaque, Shirley Casa Verde e Dj Paulinho.

hip hop H2P – a confirmar
Formado por Alexandre Simões, André Simões, Leandro e Eduardo Ribeiro (www.h2p.com.br)


Simpósio na Uerj: “REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL INTERNACIONAL PARA O USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS”

21/09/2010

II CONGRESSO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE ESTUDOS DAS AMÉRICAS

AMÉRICAS: SISTEMAS DE PODER, INTEGRAÇÃO E PLURICULTURALIDADE”

LOCAL: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

DATA: 20  a 24 de setembro de 2010

APRESENTAÇÃO DO SIMPÓSIO

TÍTULO:

REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL INTERNACIONAL PARA O USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS”

APRESENTAÇÃO DO SIMPÓSIO:

As contradições e identificações das Políticas de Tolerância Zero e de Redução de Danos no Brasil confrontam perspectivas e visões de mundo que pretendem analisar como os diversos setores da sociedade brasileira podem enfrentar os problemas decorrentes do uso abusivo do álcool e outras drogas.

A necessidade estratégica de construção de uma Rede de Proteção Social Internacional para o uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas visa à promoção, a prevenção, o tratamento e a reabilitação contínua dos usuários.

Ao enfatizar a formação humana para a ressocialização dos usuários através das participações das famílias conjugadas com os trabalhos multiprofissionais de um Sistema Integrado de Atenção em Saúde Publica, procuramos identificar os avanços e os conflitos existentes nas afirmações de que o uso abusivo de álcool e outras drogas estariam associados com o aumento da criminalidade.

A proposta deste simpósio é apresentar discussões plurais e antagônicas sobre temáticas coordenadas por Docentes Especialistas e Pesquisadores da Rede de Proteção Social Internacional e da sociedade civil organizada, para o uso abusivo de álcool e outras drogas. Portanto, questões ainda polêmicas como a regulamentação de drogas ilícitas, a atuação dos princípios religiosos no controle social do aumento do consumo de drogas ilícitas e lícitas, as novas formas de controle social instituintes do consumo do tabaco e a atuação da Justiça Terapêutica nas transgressões normativas individuais secundárias, atuando nas conseqüências periféricas e nos encadeamentos dos resultados comportamentais referentes ao uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas, são temáticas centrais das análises no Simpósio “REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL INTERNACIONAL PARA O USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS”.

MESAS TEMÁTICAS DO SIMPÓSIO:

TEMA I:

A IMPORTÂNCIA DA JUSTIÇA TERAPÊUTICA NA MEDIAÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS PENAIS NO CONTEXTO DO USO ABUSIVO DO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS”

3ª. Feira, Dia 21 de setembro das 09:00 às 13:00 horas , 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORES:

Dr.Marcos Kac - Coordenador de Direitos Humanos e Justiça Terapêutica do Ministério Público do Rio de Janeiro e

Drª. Ana Cristina Saad – Secretaria Estadual de Administração Penitenciaria

PALESTRANTES:

  • Dr.Marcos Kac – Coordenador de Direitos Humanos e Justiça Terapêutica do Ministério Público do Rio de Janeiro.
  • Dr. Ricardo de Oliveira Silva – Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Presidente da Associação Nacional de Justiça Terapêutica (ANJT)
  • Prof.Dr.Jairo Werner - Doutor em Saúde Mental pela Unicamp; Coordenador do Geal (Grupo de Estudo e Tratamento do Alcoolismo e outras Dependências) da UFF; Membro do Departamento de Psiquiatria Forense da Associação Mundial de Psiquiatria; Membro do Departamento de Ética da Associação Brasileira de Psiquiatria; Membro do Fórum Permanente dos Direitos da Criança e do Adolescente da Escola da Magistratura (EMERJ); Coordenador do Curso sobre Problemas Relacionados ao Consumo de Álcool e outras Drogas da UFF; Coordenação do Curso de Direito e Psiquiatria Forense da Escola da Magistratura – EMERJ; Assessorias/Consultorias: ONU (Violência na Guerra); Ministério Público (Drogas e Perícias); Secretaria Municipal de Saúde de Niterói (Curso de Formação em Álcool e Drogas).
  • Prof.Dr. Carlos Henrique Aguiar Serra – Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal Fluminense/ PPGCP/UFF; Membro do Laboratório de Psicopatologia Fundamental (UFF) e também, membro fundador do Núcleo de Estudos Sócio-Políticos e Educacionais (NESPE) que envolve diferentes Universidades Públicas como a UFF, UENF e UFPR.

TEMA II:

“A POLÍTICA PÚBLICA PARA O ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS VOLTADA PARA A JUVENTUDE”

3ª. Feira, Dia 21 de setembro das 14.30 às 17.30 horas, 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORA:

Prof. Drª Magda Vaissman – UFRJ

PALESTRANTES:

  • Dra. Evelyn Eisenstein- Coordenadora de Telemedicina da FCM-UERJ e Coordenadora do SIG de Saúde de Crianças e Adolescentes da Rede Universitária de Telemedicina, RUTE, para todo território nacional. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, faculdade de Ciências Médicas, Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente.
  • PhD Ligia Costa Leite- Universidade de Montreal; IPUB/UFRJ
  • Dra. Marise Ramôa – Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e Assessora da área de álcool e outras drogas do Núcleo de Direitos Humanos/ Subsecretaria de Proteção Especial/ Secretaria Municipal de Assistência Social (NDH/SUBPE/SMAS)

TEMA III:

AVANÇOS E CONTRADIÇÕES NA POLÍTICA BRASILEIRA PARA O ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS”

4ª. Feira, dia 22 de setembro das 09:00 às 13:00 horas, 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORAS:

Prof. Drª Magda Vaissman – UFRJ; Drª Analice Gigliotti – ABEAD

PALESTRANTES:

  • Dr. Paulo Amarante - Médico especialista em Psiquiatria, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978), e em Medicina do Trabalho, pelo Centro de Produção da UERJ (1981). Mestre em Medicina Social pelo Instituto de Medicina Social da UERJ (1982) e doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (1994). Professor na Fundação Oswaldo Cruz.
  • Dra. Ana Cecília P. Roselli Marques - Médica psiquiatra e pesquisadora da Unidade de Álcool e Drogas (UNIAD) da UNIFESP; Doutora em Ciências Saúde Pública; Laboratório de Pesquisas de Praticas de Integralidade em Saúde – UERJ; Cidadania no Cuidado – Participação Política Praticas Cotidianas e Genealogias de Saberes na Produção do Cuidado e Atenção em Saúde; Ciência e Saúde Coletiva – Construção do Conhecimento, Imagens e Sentidos na Produção do Cuidado de Saúde.
  • Drª Maria Thereza Aquino – Médica Psiquiatra; Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (NEPAD/UERJ); Ações voltadas para o campo das toxicomanias, privilegiando as áreas de assistência clínica, prevenção, ensino, pesquisas e capacitação de recursos humanos.

TEMA IV:

RELAÇÃO DO USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS COM A CRIMINALIDADE”

4ª. Feira, dia 22 de setembro das 14.30 às 17.30 horas, 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORES:

Drª. Ana Cristina Saad – Secretaria Estadual de Administração Penitenciaria e o Prof. André L. T. Dantas – PPFH/UERJ

PALESTRANTES:

  • Sr. José Mariano Benincá Beltrame – Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em Administração de Empresas e Administração Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se em Inteligência Estratégica na Universidade Salgado de Oliveira e na Escola Superior de Guerra. Fez curso de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e de Análise de Dados de Inteligência Policial, Sistema Guardião. Ingressou no Departamento de Polícia Federal no ano de 1981 como agente, principalmente, na área de repressão a entorpecentes. Exerceu funções no setor de inteligência, combatendo o crime organizado em vários Estados brasileiros. Ministrou aulas e palestras no Curso de Pós-graduação em Inteligência e Segurança Pública da Universidade Federal do Mato Grosso. Na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, como delegado de Polícia Federal, foi coordenador da Missão Suporte, chefe do Serviço de Inteligência e da Interpol.
  • Drª. Ana Cristina Saad – Secretaria Estadual de Administração Penitenciaria.
  • Md Orlando Zaccone – Doutorando Ciência Política/UFF e Delegado Titular de Polícia.pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Coordenadora do ambulatório de tratamento para fumantes TRATFUMO; Ex-Presidente da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e outras Drogas (ABEAD) 2003-2005; Membro do Conselho Consultivo da ABEAD; Coordenadora do Departamento de Dependência da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) 2007- 2009
  • Prof. Dr. Carlos Eduardo Freire Estellita Lins - Representante do CLAVES/FIOCRUZ; Doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001). Atualmente é Professor&Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisador em Epistemologia da Saúde e Estudos Sociais da Ciência na Área Biomédica com ênfase na obra de Georges Canguilhem, em Epidemiologia Clínica e EBM. Desde 2007 vem se dedicando ao estudo da
  • Luiz Paulo Guanabara, Diretor da ONG Psicotropicus, Centro Brasileiro de Políticas de Drogas; A Psicotropicus (Rio de Janeiro/Brasil) é uma ONG fundada em 2003 que trabalha para mudar a atual política de drogas.

TEMA V:

REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL INTERNACIONAL PARA O USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS – PARTE I”

5ª. Feira, Dia 23 de setembro das 09:00 às 13:00 horas, 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORES:

Prof. André L. T. Dantas – PPFH/UERJ e Drª Analice GigliottiABEAD

PALESTRANTES:

  • Bo Mathiasen-Representante Regional UNODC Brasil; Formado em Ciência Política, especialista em Desenvolvimento Econômico e mestre em Economia, integra o quadro das Nações Unidas desde 1991, tendo atuado por cinco anos como chefe de gabinete do diretor executivo do UNODC, na sede em Viena. Com a experiência de dois períodos anteriores de trabalho no Brasil, assumiu a representação do escritório regional em junho de 2009.
  • Prof. PhD Rita de Cássia Cavalcante Lima – Grupo de Pesquisa de Saúde Mental, Desinstitucionalização e Abordagens da UFRJ “Políticas Sociais Públicas de Drogas e sua Modernidade Transnacional: O Caso Brasileiro”.
  • Prof. Dr. Michel Misse – Coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana/ NECVU /IFCH/UFRJ.
  • Prof. PhD Ethan Nadelmann-Diretor Executivo da Drug Policy Alliance-Advogado, Ciências Jurídicas Universidade de Havard, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics. Autor de “Cops Across Borders”.Instituto de Política de Drogas lindesmith Center.
  • Prof. Alexandre Moura Dumans-Professor Titular da Cadeira de Direito Processual Penal da Universidade Candido Mendes, RJ; fundador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Penitenciário e da Sociedade dos Advogados Criminalistas do Rio de Janeiro.
  • Deputado Estadual Carlos Minc – Presidente da Comissão Especial de Combate a Impunidade e Pelo Cumprimento das Leis da ALERJ.

TEMA VI:

REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL INTERNACIONAL PARA O USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS – PARTE II”

5ª. Feira, Dia 23 de setembro das 14.30 às 17.30 horas, 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORES:

Prof. André L. T. Dantas – PPFH/UERJ e Drª Analice GigliottiABEAD

PALESTRANTES:

  • Prof. Md André Saldanha – Mestre em Ciência Política/UFF – Professor de Sociologia da UCAM.
  • Profª Dra. Graziella Barreiros – Coordenadora do Núcleo de Atenção Psicossocial-Alcool e Drogas (Naps-ad), em Santo André/SP.
  • Profª Md Cynthia Baldi-Mestre em Ciência Política/UFF e Doutoranda em Teoria Psicanalítica/UFRJ
  • Profª Dra. Izabela Aquino Bocayuva – Professora Adjunta do Departamento de Filosofia da UERJ e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UERJ; Coordenadora do NOESIS Laboratório de Estudos em Filosofia Antiga da UERJ
  • Dr.Pedro Gabriel Godinho Delgado – Coordenador Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde do Brasil.

TEMA VII:

“A REGULAMENTAÇÃO DAS DROGAS ILÍCITAS”

6ª. Feira, Dia 24 de setembro das 09:00 às 13.00 horas, 9º Andar, Auditório da Pós-Graduação.

COORDENADORES:

Prof. André L. T. Dantas – PPFH/UERJ e Luiz Paulo Guanabara, Diretor da ONG Psicotropicus.

PALESTRANTES:

  • Dr. Renato Cinco – Candidato a Deputado Federal pelo PSOL
  • Dr.Rubem César Fernandes – Diretor Executivo do Viva Rio. Secretário Executivo da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia.
  • Julio Delmanto-Coletivo DAR,História Social da USP.
  • Dr.Domiciano Siqueira – Fundador e Presidente da Associação Brasileira de Redutores e Redutoras de Danos – Organização Não Governamental na área de Redução de Danos (ABORDA )
  • Dr.Marcio Barbeito-Diretor Geral do CENTRA-RIO, CAPS Álcool, Drogas e outras Dependências da SESDEC-Rio de Janeiro.
  • Dr.Sander Fridman-Psiquiatra e Psicanalista , Especialista em anulação de contratos por doença mental.
  • Profª Drª Luciana Boiteux-Coordenadora de Graduação da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

DAR debate alternativas à política de drogas com candidatos a deputado

15/09/2010

Nesta terça-feira o Coletivo DAR organizou, com apoio de Gema, Ibccrim e Matilha Cultural, o evento Drogas e eleições 2010, no qual convidamos candidatos a deputado no estado de SP para debater alternativas à política de drogas brasileira. Estiveram presentes na conversa, mediada por Cristiano Maronna, os candidatos Paulo Teixeira (PT), Eduardo Amaral (PSOL) e Ale Youssef (PV).Fiquem ligados que em breve disponibilizaremos vídeos do evento!

Com larga experiência de mandatos, Teixeira apresentou seu trabalho no sentido de abrir o debate sobre drogas no governo e no congresso. Defendeu o caminho até uma regulamentação restrita das drogas, num ambiente em que legalização e controle social convivem no sentido de políticas pautadas pela redução de danos e pelos direitos humanos. Citou o exemplo Português, e se mostrou convicto quanto à insuficiência da alternativa que mexa meramente na criminalização do usuário, mantendo o traficante sob foco da repressão, e se comprometeu a levar projeto de lei ao congresso, mesmo que não seja reeleito.

Alê Youssef foi por muito tempo militante do PT, chegando a ser secretário de Marta Suplicy quando era prefeita. Parou um pouco com a política, se dedicando a sua casa de shows Studio SP, na Augusta. Volta à cena agora, candidato pelo PV, com bandeiras voltadas para os jovens, como incentivo à cultura alternativa, economia criativa e descriminalização das drogas. Relacionou o tema à outras bandeiras de direitos humanos, como a união civil homossexual, e lembrou como nossa política institucional e eleitoral anda cada vez mais esvaziada de debates de projeto. Defendeu Marina Silva, e classificou como preconceituosas as críticas que questionam a objeção da candidata ao aborto legal e à descriminalização das drogas seriam por conta de sua religiosidade.

Eduardo Amaral tem menos experiência em política instutcional, mas não fica aquém em matéria de conteúdo. Como bom professor, falou articulada e pausadamente, relacionando a questão das drogas tornadas ilícitas com a educação, com a concetração dos meios de comunicação e com o modelo de sociedade em geral. Lembrou da hipocrisia de uma sociedade – mesmo termo utilizado por Teixeira – que estimula a medicação excessiva de ritalinas e antidepressivos da vida e bloqueia o diálogo em relação a outras drogas, através da proibição. Assim como Youssef, criticou o pragmatismo reinante na política atual, lembrando da opção do PT pela governabilidade, em detrimento de seu passado socialista.

Após as considerações iniciais, os candidatos conversaram sobre os limites de seus próprios partidos, alternativas para os envolvidos hoje no comércio de drogas num possível cenário de legalização, sobre a proibição da Marcha da Maconha, plebiscito da legalização da maconha na Califórnia e sobre a insuficiência da descriminalização do consumo sem maior regulamentação de produção e venda.

Este breve relato se completa em breve, com a publicação dos vídeos do evento. Agradecemos a presença dos candidatos, do mediador Maronna e de todos os presentes e espectadores da transmissão pelo Growroom. Mesmo com nossas limitações, esperamos ter contribuído para o fomento deste importante debate no momento das eleições, com a certeza de termos dado espaço a candidatos que de fato merecem ser ouvidos.


Drogas e eleições 2010 terá transmissão ao vivo pelo Growroom

13/09/2010

ESTÁ CONFIRMADA A TRANSMISSÃO AO VIVO DO EVENTO NO SITE DO GROWROOM - http://www.ustream.tv/channel/growroom-video-cast


Drogas e eleições 2010 – a política de drogas no Brasil nos próximos 4 anos

13/09/2010

Drogas e eleições 2010 – a política de drogas no Brasil nos próximos 4 anos

Candidatos a deputado falam sobre drogas em evento promovido pelo Coletivo Desentorpecendo A Razão (DAR) em parceria com o IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) e a Matilha Cultural. Mediada por Cristiano Maronna (IBCCrim), a mesa conta com as presenças de Paulo Texeira, candidato a deputado federal pelo PT, Ale Youssef, candidato a deputado federal pelo PV e Eduardo Amaral, candidato a deputado estadual pelo PSOL. O candidato Ricardo Montoro, do PSDB, ainda não confirmou presença.

Seja por um viés ainda mais repressivo, seja pela proposição de mudanças ao atual cenário, o tema das drogas é dos mais abordados na atual campanha eleitoral. O Coletivo Desentorpecendo A Razão (DAR) quer aproveitar o pleito de outubro para debatermos não só como a questão das drogas vem sendo abordada nas eleições, mas também de que maneira este debate pode avançar, no Congresso e na vida das pessoas, a partir de 2011. Para isso, convidamos para uma conversa candidatos que formulam propostas de alternativas à legislação vigente, no sentido de políticas pautadas por um viés menos repressivo e militarizado.

O evento acontecerá no dia 14 de setembro, às 10 horas da manhã, na Sala do Estudante da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco (USP).

Serviço:
Drogas e eleições 2010 – alternativas para a atual políticas de drogas

- Sala do estudante, Faculdade de Direito Largo São Francisco (USP) – Largo São Francisco, 95

- 14 de setembro, às 10 horas

- mais informações: coletivodar.wordpress.com / coletivodar@gmail.com


DDD (Dica Do DAR) – Semana de Resistência Osama Bin Reggae‏

12/09/2010
A Democracia é o Terror!!!

Venham participar da semana de Resistência Osama Bin Reggae!  Esse ano, teremos como pano de fundo da semana a questão da democracia na nossa sociedade, apontando as suas contradições e denuciando a barbárie que se realiza cotidianamente sob o seu nariz.

Dizem que o sistema democratico não é perfeito, mas é o melhor dos sistemas…o melhor pra quem, cara-pálida? É assim que queremos viver? Com essa justiça, com essa política? Nos relacionando pela mercadoria e nos realizando enquanto mercadoria?

Nunca nos venderam tanto a sensação de liberdade; nunca fomos tão vigiados, reprimidos e violentados. Um discurso homogênico não consegue se sustentar por tanto tempo em cima de tantas diferenças… O terror não está contra nós…está ao nosso lado.

vamo ae! mta gente boa pra trocar idéia!

Segunda, 13 set
18h00 debate Guerra Contra a Democracia:
nem Obama nem Osama
20h30 Longa: Uma Onda no Ar
Terça, 14 set
17h Longa: Memórias del Saqueio
19h00 debate Copa do Mundo 2014:
FIFA contra a Rapa
22h45 Som no Aquário: Doutores indianos
Zine
Quarta, 15 set
18h Som no Aquário: XEMALAMI
Unidade
19h30 debate Guerrilhas no ar:
a experiência das Rádios Livres
Quinta, 16 set
17h Curtas: Levante sua Voz
London Pirate Frequences
Longas: Piratas do Rock
O Pesadelo de Darwin
Noite do Vinil: Feira de Trocas
Sexta, 17 set.    FESTA
A partir da 23h: Bateria Gaviões da Fiel Rua São Jorge
Familia Gold Black
Zafenate
Ambulantes
Guerreiros de Sião
Força da Paz
&
Rádio Vitrola, Abracadabra Sistema de Som e Quilombo Hi-fi
com a presença de: Família Gold Black, Rádio Muda, Coletivo Radioativo, Gaviões da Rua São Jorge, Frente Anarquista Zabalaza da África do Sul,  Rádio Várzea,  MULP (movimento de urbanização e legalização do Pantanal), Movimento Passe Livre, Rádio Luta, Autônomos FC. Ambulantes, Zafenate, , Guerreiros de Sião, Força da Paz, Doutores Indianos, XEMALAMI, Zine, Quilombo Hi-fi, Unidade, Radio Vitrola e Abracadabra Sistema de Som

Drogas: insana repressão

30/08/2010

Marina Lemle, Comunidade Segura

Durante décadas, o coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) Jorge da Silva (foto) achou que os usuários de drogas alimentavam o tráfico e que deveriam ser perseguidos e punidos com o mesmo rigor que os traficantes. Depois, passou a crer que usuários precisavam de cuidados médicos. Acreditava que o álcool que ele próprio consumia razoavelmente era aceitável, mas maconha e cocaína não. Confundia usuários e dependentes.

Hoje, o coronel apoia campanhas pela descriminalização da maconha e acha importante considerar o exemplo de Portugal, que em 2001 descriminalizou todas as drogas e desde então não registrou aumento no consumo.

Mas o que levou o coronel Jorge da Silva, que ocupou altos cargos na cúpula da PM e do governo – foi chefe do Estado Maior e subsecretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro – a mudar de opinião?

“Percebi que aquele modelo não adiantava nada, pelo contrário, só fazia aumentar os confrontos e as mortes – de bandidos, de policiais e de pessoas que não tinham nada com a história”, explicou em seu discurso na primeira mesa da II Conferência Latino-americana sobre Políticas de Drogas.

O evento, realizado em 26 e 27 de agosto, na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, no Centro do Rio de Janeiro, reuniu especialistas de 13 países, entre acadêmicos, representantes de governos e ativistas, além de um público de cerca de 200 pessoas.

O coronel qualificou como insano o modelo repressivo. “Não é a polícia e nem a prisão que vão equacionar a questão”, enfatizou. Ele contestou as práticas adotadas no mundo inteiro para conter o uso e o tráfico de drogas e acredita que o suposto objetivo da chamada guerra às drogas de se chegar a um mundo sem elas é apenas um pretexto. “É tão irracional que não é possível que seus formuladores sejam tão ingênuos”, ironizou.

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Notícias da Conferência!

27/08/2010

Pelo fluxo de reportagens, entrevistas, citações, a Conferência está animada!

Dá para conferir em tempo real pelo psicoblog, o blog da Psicotropicus.

Separamos algumas matérias interessantes sobre a Conferência:

Rio sedia encontro sobre política de drogas – do Comunidade Segura

Política de Drogas: Um longo caminho a ser percorrido – do blog Arma Branca

Ministério da Saúde apresenta ações de assistência a dependentes de drogas – do Ministério da Saúde

Governo quer deixar mais clara na lei diferença entre usuário e traficante de drogas – do EBC

Inaugurada II Conferência Latino Americana sobre Políticas de Drogas – do Cabeça de Cuia

Leitos para usuários serão licitados; medida será a primeira do plano contra o crack – do O Globo

Conferência discute mudanças nas políticas sobre drogas – do Diario do Comercio e Industria

Começa nesta quinta-feira a II Conferência Latino-americana sobre Políticas de Drogas - da UNODC

Conferência no Rio de Janeiro reúne especialistas da América Latina para discutir uso e tráfico de drogas – da AgenciaAids


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