Provavelmente o fato de representar um personagem que traz em si toda a irracionalidade e a violência que os setores dominantes de nossa sociedade impõem através da polícia aos dominados fez com que Wagner Moura tomasse ainda mais consciência da necessidade de mudanças políticas no Brasil. Ele chegou inclusive a se submeter a todo o treinamento desumano e desumanizador ao qual são submetidos os oficiais do Bope. Como já havia feito no programa Roda Viva (veja aqui), o ator defende a legalização das drogas, por entender os efeitos políticos e sociais que sua hipócrita proibição trazem. Confira abaixo matéria publicada no site da Psicotropicus
SAO PAULO – O ator da Rede Globo, e protagonista do filme Tropa de Elite 2, Wagner Moura, participou na última quarta-feira (13) de um debate em São Paulo , no Teatro Bombril, onde o filme foi exibido seguido de uma conversa entre cineastas, jornalistas e o público.
Wagner falou sobre o filme, sobre a identificação com o personagem, o “famoso” Capitão Nascimento, e tocou em um assunto abordado no filme e muito discutido nos dias de hoje: a liberação e a legalização das drogas.
“A política de repressão não tem funcionado. Eu vejo a questão das drogas como uma questão de saúde pública. Eu sou a favor da legalização das drogas, a começar pela evidente necessidade da legalização da maconha, e digo isso como cidadão, de forma quase irresponsável porque não sou nenhum especialista em drogas, acho que isso deve ser visto por pessoas muito mais gabaritadas do que eu. O que eu constato é que a repressão é ineficaz, só gera mais morte e tiroteio, e tem muito mais gente morrendo na guerra do tráfico, do ilícito, do que propriamente usando a droga”, declarou o ator. Leia o resto deste post »
Empresários do setor de cervejas no país dominaram ontem o seleto grupo de homenageados na festa de 40 anos da Rota, unidade especial da PM de São Paulo.
Dos 15 homenageados, seis representavam AmBev, Schincariol, Femsa e Heineken. O grupo recebeu das mãos do comandante da unidade, tenente coronel Paulo Adriano Telhada, e outros oficiais certificados de “Amigos da Rota” pelas contribuições dadas ao grupo.
De acordo com estudos da Polícia Civil paulista, parte dos casos de homicídios ocorridos no Estado tem alguma ligação com o consumo de álcool e acontece em discussões em bares. Leia o resto deste post »
Bafômetros serão substituídos por equipamento que, pela saliva, detectará em 5 minutos se o motorista está sob efeito de cocaína, maconha ou ecstasy
A partir do ano que vem, a Operação Lei Seca vai além do enfrentamento à combinação álcool e direção. Nos primeiros meses de 2011, uma espécie de ‘bafômetro antidrogas’ também vai detectar— e levar à punição — motorista sob efeito de substâncias como maconha, cocaína, ecstasy e excesso de calmante. Desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um carro-laboratório acompanhará cada uma das sete equipes nas ações. O veículo piloto já foi testado na Ponte Rio-Niterói. Leia o resto deste post »
2 de outubro de 2010, 18 anos do massacre do Carandiru.
Da Casa de Detenção sobraram uma muralha e ruínas do que seriam solitárias (antônimo do “sonho dentro de um sonho”, de Alan Poe, são o espaço da brutalidade dentro da brutalidade) do Carandiru II, jamais construído, mas certamente existente. O presídio que chegou a ser o maior da América Latina foi desativado e demolido, virou parque, Parque da Juventude. Mas é fundamental que não esqueçamos o que aconteceu ali, como bem disse Julia Neiva, uma das convidadas para a conversa “linhas de fuga: a mémoria, a cidade e a prisão”, realizada pelo Grupo do Trecho neste último sábado, véspera de eleição. Além de Júlia, estiveram presentes os antropólogos Adalton Marques e Karina Biondi, o sobrevivente Luiz Alberto Mendes, o rapper Pixote e o grupo Ca.Ge.Be.
Atualmente trabalhando na penitenciária feminina do Butantã, Km19,5 da Raposo Tavares, o Grupo do Trecho disputa espaço com empresas interessadas em trabalho escravo das presas e um sistema prisional desinteressado por qualquer coisa que possa humanizar essa vingança desumana chamada prisão. Buscam, vejam só vocês, “criar a partir da prisão”. Antes da conversa, apresentaram um pouco desta caminhada, numa intervenção encenada nas ruínas do antigo presídio mas construída sobre as vivíssimas ruínas de um país que tem a terceira população carcerária do planeta. Leia o resto deste post »
2 de outubro de 1992. Após uma briga entre presos, supostamente iniciada em um jogo de futebol, uma rebelião estoura como costumam estourar as rebeliões: uma pequena faísca tira debaixo do tapete anos e anos de maus tratos, injustiças e agressões dessa que é a maior das agressões, a prisão. Mais de 300 policiais, a maioria sem identificação, liderados pelo asqueroso Coronel Ubiratan Guimarães – respaldado pelo então governador Luis Antonio Fleury Filho e seu secretário Pedro de Franco Campos – invadem a Casa de Detenção para “conter” os rebelados. Ao menos 111 são mortos (cifras não oficiais apontam para ao menos 200), sob o silêncio sorridente de São Paulo, como cantou Caetano. A perícia concluiu que ao menos 70% dos tiros foram na cabeça ou no tórax, nada muito diferente do que continua sendo feito todos os dias nas periferias, rebeladas ou não. Só um policial foi condenado, o cel. Ubiratan, a 632 anos de prisão. No ano seguinte ele foi eleito deputado.
Cenário retratado pelos Racionais MC’s, em Diário de um detento:
“Dois ladrões considerados passaram a discutir.
Mas não imaginavam o que estaria por vir.
Traficantes, homicidas, estelionatários.
Uma maioria de moleque primário.
Era a brecha que o sistema queria.
Avise o IML, chegou o grande dia.
Depende do sim ou não de um só homem.
Que prefere ser neutro pelo telefone.
Ratatatá, caviar e champanhe.
Fleury foi almoçar, que se foda a minha mãe!
Cachorros assassinos, gás lacrimogêneo…
quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmio!
O ser humano é descartável no Brasil.
Como modess usado ou bombril.
Cadeia? Claro que o sistema não quis.
Esconde o que a novela não diz.
Ratatatá! sangue jorra como água.
Do ouvido, da boca e nariz.
O Senhor é meu pastor…
perdoe o que seu filho fez.
Morreu de bruços no salmo 23,
sem padre, sem repórter.
sem arma, sem socorro.
Vai pegar HIV na boca do cachorro.
Cadáveres no poço, no pátio interno.
Adolf Hitler sorri no inferno!
O Robocop do governo é frio, não sente pena.
Só ódio e ri como a hiena.
Rátátátá, Fleury e sua gangue
vão nadar numa piscina de sangue.”
Para celebrar um ano de reconhecimento oficial do funk como manifestação cultural, o DAR indica a seguinte reportagem do Desinformémonos - uma importante iniciativa de comunicação popular, criada no México por grupos que apóiam o movimento zapatista de libertação nacional e distribuído por vários cantos do planeta.
O texto trata do funk e dos corridos, ritmos que, estabelecendo um contraponto ao discurso oficial, narram episódios da guerra às drogas. O link original, com fotos, é este. Uma versão em português (reduzida) pode ser baixada em PDF.
Funk y corrido: la criminalización de la cultura dos de abajo
Separados por el idioma y la cultura, pero unidos en una dura realidad, los nadie de Brasil y México tratan de cantar su historia, pero son silenciados.
São Paulo, Brasil. Once de la mañana, Tijuana, México. Del viejo tocacintas se escucha la canción de los Tigres del Norte: “El helicóptero andaba / sonando un mini 14 / abajo cuernos de chivo / y carabinas del 12 y / relampagueaban seguido/ las R-15 esa noche”. Mientras tanto, en Río de Janeiro, Brasil, del celular del “menor”, los versos de Mc Junior y Mc Leonardo van acompañados por el ritmo electrónico: “Ametralladora AR-15 es muy buena / La Intratek con disposición / Viene a superar 12 de repetición / 45 que un pistolón”.
Geográficamente distantes, pero con similares realidades sociales, las periferias mexicanas y brasileñas son rutas de paso para el tráfico internacional y también abrigan el comercio minorista de drogas ilícitas. Por eso, sus pobladores viven en medio de un fuego cruzado y son víctimas de la llamada guerra contra las drogas.
Los corridos en México y los Mc’s (que hacen las letras de las canciones de funk y rap) en Brasil, retratan lo cotidiano de esa realidad que las páginas de los grandes periódicos insisten en ocultar. Música de gran éxito entre los jóvenes de las periferias de estos países, los ritmos son perseguidos por ambos gobiernos. Parte de la cultura de los de abajo, establece un contrapunto peligroso para el discurso oficial sobre los episodios de la guerra contra las drogas.
Polícia diz que tiro foi acidental; ele responderá por homicídio culposo
Um estudante de 22 anos morreu após ser baleado por um soldado da Polícia Militar, por volta das 12h desta quinta-feira (26), na praça Vila de Sintra, na região da Vila Sônia, zona sul de São Paulo. O policial, que trabalha no 16º Batalhão, responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar).
Segundo a família, Danilo Righetti da Silva estava na praça na companhia de alguns amigos, quando uma viatura da Polícia Militar fez a abordagem. Assustados, alguns deles tentaram fugir. Danilo ficou e acabou sendo atingido por um tiro na cabeça.
O jovem chegou a ser levado pelos policiais para o Family Hospital, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, mas morreu. Ainda segundo parentes, o disparo teria sido realizado de cima para baixo. A ocorrência foi registrada no 89º Distrito Policial. Leia o resto deste post »
Em teste realizado no Distrito Federal, polícia calcula consumo em 2 t/ano
É possível monitorar consumo por quarteirão e até mesmo localizar laboratórios que produzem cocaína
FLÁVIO FERREIRA DE SÃO PAULO
A Polícia Federal adotou um novo método para combater o tráfico de drogas no país: a análise da rede de esgoto das cidades.
Os primeiros testes foram feitos neste ano na rede do Distrito Federal e levaram a PF a calcular que o consumo de cocaína na capital federal é de duas toneladas por ano.
A pista deixada pelos usuários é uma substância química chamada Benzoilecgonina, expelida na urina.
É possível identificar até mesmo o consumo por quarteirão, dependendo do número de equipamentos instalados em uma região.
Além do mapeamento de áreas de uso, o método permite investigar laboratórios que produzem cocaína.
Em regiões onde há consumo da droga, geralmente a análise encontra quatro partes de Benzoilecgonina para cada uma da cocaína pura.
Se a relação se inverte e grandes quantidades da droga são encontradas, é provável que na região ocorra a lavagem de objetos usados na fabricação do entorpecente.
“As análises poderão orientar a repressão ao tráfico de drogas porque vão mostrar nos mapas as regiões onde se consome mais e onde as investigações devem ser intensificadas”, afirma o diretor Técnico-Científico da PF, Paulo Roberto Fagundes.
O projeto, intitulado de Quantox (Quantificativo de Analitos Tóxicos), foi desenvolvido pelo Serviço de Perícias em Laboratório e Balística, órgão do Instituto Nacional de Criminalística da PF.
CRACK
O perito criminal federal Adriano Maldaner, chefe do serviço, diz que o objetivo é desenvolver análises para detectar vestígios de crack.
“O princípio ativo da pedra de crack é a cocaína, porém o crack é muito menos estudado que a cocaína. Nosso objetivo é produzir estudos inclusive para a comunidade acadêmica”, diz.
Com as amostras colhidas em seis estações de tratamento de esgoto, nos dias 16 e 17 de março e 1º e 2 de junho, a PF calculou em, no mínimo, duas toneladas o consumo da droga.
Em 2009, cerca de 350 kg de cocaína foram apreendidos na região- com mais de 2,5 milhões de pessoas. Leia o resto deste post »
DA ANSA, NA CIDADE DO MÉXICO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O presidente mexicano, Felipe Calderón, se disse nesta terça-feira que está disposto a discutir a legalização das drogas no país, após tomar conhecimento de que, em apenas 18 dias mais de 3.000 pessoas morreram em crimes ligados ao narcotráfico.
“O debate deve ocorrer havendo pluralidade”, disse Calderón, em resposta à proposta do responsável pela ONG México Unido contra a Delinquência, Eduardo Gallo.
Para Gallo, este seria um “plano B” frente ao fracasso da atual estratégia que, com os novos dados, eleva a 28 mil o número de homicídios nos últimos três anos e meio, ou seja, desde que Calderón assumiu o poder.
“A sociedade nos exige resultados nessa matéria e não pode ser este resultado nem do improviso e nem do azar, tem que ser resultado de um processo ordenado de diagnóstico e planejamento, mas, sobretudo, de um compromisso e uma vontade firme sem os quais é impossível ter sucesso”, complementou o mandatário, admitindo que seu governo não sabe explicar o que “tem feito” na luta contra o crime organizado e o narcotráfico.Leia o resto deste post »
SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO PREPARA NOVAS TRAGÉDIAS
Nós Mães de Maio, familiares e amig@s de vítimas da violência do Estado, temos acompanhado várias falas recentes, de Governantes e também de outros candidatos políticos sobre o sistema de “segurança pública” do Estado de SP. Parece haver uma grande festa quando a polícia mata, geralmente em “revide” a casos muito estranhos e mal-explicados, com o intuito de dizer que a resposta do Estado é rápida e eficiente.
Nós sabemos muito bem quem são as principais vítimas deste tipo de postura fascista. Uma postura histórica dos agentes policiais e paramilitares, que tem se agravado a cada ano. E somos Nós as vítimas de uma polícia genocida, contra quem nós da periferia nos deparamos todos os dias, das piores maneiras possíveis, com muitas de nossas vidas tiradas discriminadamente.
Nestas últimas semanas Nós estamos revivendo uns dos mais graves e mais sangrentos episódios ocorrido nas últimas décadas da história do Brasil: os Crimes de Maio de 2006. Como se sabe, naquela ocasião, agentes do Estado, grupos militares e grupos paramilitares ligados ao Estado assassinaram sumariamente cerca de 600 pessoas num intervalo de 10 dias. Vários seres humanos foram mortos e/ou permanecem desaparecidos, e os casos continuam sem qualquer investigação mais séria ou mínimas soluções da Justiça. Mesmo assim, sem nem mesmo um único responsável julgado e punido devidamente nos termos desta Lei vigente, ainda somos obrigadas a ter que ouvir de Autoridades do Estado de São Paulo de que “os crimes de maio fazem parte do passado”.
Perguntamos a estas autoridades e policiais tão eficientes: fazem parte do passado de quem, cara pálida???? Por que não investigaram até o fim nenhum das centenas de casos???? Por que insistem em não investigar, julgar e punir???? Leia o resto deste post »
Número registrado em 36 horas equivale à quantidade de mortos pela Polícia Militar a cada dez dias, segundo a média do 1º semestre
Estado de S. Paulo
Josmar Jozino, Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo
Nas primeiras 36 horas após o atentado contra o tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), policiais militares mataram sete pessoas na cidade de São Paulo. Entre esses sete não está incluído Frank Ligieiri Sons, o homem baleado e morto sob a acusação de atacar a tiros na madrugada de domingo o quartel da Rota, na Luz, no centro de São Paulo.
O número de casos depois do atentado a Telhada é seis vezes a média diária de 0,78 caso de tiroteio com morte registrada pela corporação no primeiro semestre deste ano na cidade – 141 casos em 181 dias. Desde os ataques contra Telhada e a sede da Rota, a polícia ficou em estado de alerta e reforçou a vigilância de bases comunitárias e a atenção no patrulhamento das ruas.
O primeiro dos tiroteios a terminar com a morte de um acusado de roubo ocorreu às 15 horas de sábado. Um homem foi morto em confronto com homens da Rota, acusado de dirigir um carro roubado e reagir à prisão. O segundo caso envolveu os homens do 3.º Batalhão da PM, na zona sul de São Paulo. Leia o resto deste post »
No DDD de hoje, vamos mostrar uma cartilha publicada pelo Ministério da Justiça, com apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Ela fala sobre o que é permitido e o que não é numa abordagem policial.
Claro que a cartilha explica de maneira muito simples e direta, e a realidade normalmente nao funciona na de maneira ideal. Além dos diversos problemas que sabemos que ocorrem de abuso de autoridade, a cidadania por parte do “abordado” também é muito inconstante. A postura “voce sabe com quem está falando?” é algo comum. O que pretende alguem que mantém esta postura? Reproduzir o abuso de autoridade?
No Growroom, o maior portal de usuários de cannabis no Brasil, acontece a construção coletiva de uma cartilha para defender a cidadania e o Direito nos casos de abordagens policiais, tratando de modo específico a partir de experiências relatadas pelos usuários.
Para montar imprima e dobre onde tem uma linha branca.
Baixe, compartilhe e use o arquivo abaixo.
Dez pés de maconha crescem sob o olhar do Cristo Redentor, numa varanda do bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A algumas quadras de distância, entre as agitadas ruas de Copacabana, também na Zona Sul, um minicultivo canábico cresce discretamente num banheiro de serviço não utilizado, com ajuda de lâmpadas de sódio. Do outro lado da Baía de Guanabara, num pequeno pátio de uma casa, escondido em Niterói, seis plantas fêmeas oferecem suas flores a um terceiro usuário.
Estes jardineiros canábicos poderiam comprar a droga nas muitas ‘bocas de fumo’ da cidade, mas preferem cultivar a cannabis por si próprios. A atividade está amparada em dois argumentos: cultivar a maconha que vão fumar é uma forma de não financiar o crime organizado, e só tendo controle sobre o que é plantado eles podem garantir a qualidade da erva.
Pedro é o dono das plantas em Niterói. É advogado e há 16 de seus 32 anos fuma maconha. “Fiz meus estudos universitários normalmente, fumando quase todos os dias sem nunca me sentir desmotivado pelo fato de usar maconha. Considero a proibição uma afronta à minha individualidade e a planto sem nenhum temor: não vendo nem faço circular a minha produção, sei que o máximo que me pode acontecer é enfrentar um processo criminal como usuário, sem chance de ser condenado à prisão”, diz.
Dono do cultivo no banheiro em Copacabana, Bas trabalha como designer gráfico, tem 34 anos e é o criador do Growroom, um site dedicado à defesa dos direitos dos usuários de maconha, que nasceu em 2002 no Brasil para trocar informações sobre o cultivo caseiro de maconha e que após oito anos sendo ‘viveiro’ de ideias, passou para a ação através da campanha pela legalização da maconha e a defesa dos usuários.
Pela primeira vez desde os anos 70 uma pena para porte de drogas é diminuída nos EUA! Discrepância, que era de 100 vezes, ainda existe, mas diminuiu para 18 vezes.
Veja também o perfil e biografia de Jasmine Tyler (em inglês). E aqui matéria, também em inglês, completa sobre a nova mudança.
Congresso aprova legislação histórica para reduzir disparidade entre sentenças para porte de crack e cocaína em pó
Jasmine Tyler
Tradução: Coletivo DAR
O Congresso aprovou hoje sentença reduzindo a disparidade entre penas para crack e cocaína em pó, que já durava duas décadas. O Senado aprovou proposta idêntica em março, e a legislação agora aguarda aprovação do Presidente Obama, que a apóia.
Este é um dia histórico, com congressistas republicanos e democratas concordando que as leis de drogas nos Estados Unidos são muito severas e devem ser reformadas. A maré está claramente virando contra a falida estratégia de guerra às drogas.
Antes das mudanças, uma pessoa portando apenas cinco gramas de crack recebia uma sentença de cinco anos de prisão. Se a mesma pessoa possuísse 500 gramas de cocaína em pó, receberia a mesma punição. Esta discrepância, conhecida como a “relação 100-1”, foi decretada no começo dos anos 1980 e estava baseada em mitos sobre a cocaína em forma de crack ser mais perigosa do que em pó. Evidências científicas, incluindo um importante estudo publicado no Jornal of the American Medical Association, provaram que crack e cocaína em pó tem idênticos efeitos psicológicos e psicoativos no corpo humano. Leia o resto deste post »