Cientistas brasileiros querem derrubar barreiras à pesquisa com maconha

06/11/2010

Veja

Em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, a indústria farmacêutica avança na produção de remédios com substâncias da planta. Entraves legais impedem investigações similares no Brasil

Jones Rossi
Linha de produção do Sativex, medicamento feito à base de substâncias extraídas da maconha.Linha de produção do Sativex, medicamento feito à base de substâncias extraídas da maconha. (Divulgação) 

Foi um brasileiro, o médico Pernambuco Filho, durante a II Conferência do Ópio da Liga das Nações, em 1924, que deu início à onda de combate à maconha no mundo inteiro

A maconha foi trazida ao Brasil por escravos africanos, ainda durante o período colonial. Disseminou-se entre índios, mais tarde entre brancos e, por algum tempo, sua produção chegou a ser estimulada pela coroa. Até a rainha Carlota Joaquina habituou-se a tomar chá feito com a erva, depois que a corte portuguesa se mudou para o Brasil, em 1808. A partir de meados do século XIX, circulou por aqui a ideia – importada da França – de que a Cannabis poderia ser usada com fins medicinais. Como anunciava uma propaganda das cigarrilhas Grimault, em 1905, a erva serviria para tratar desde “asmas e catarros” até “roncadura e flatos”.Em 1924, contudo, começou a difundir-se, não apenas no Brasil, mas em âmbito mundial, a tese de que o consumo da maconha era um mal. E um médico brasileiro teve papel importante nessa história. Leia o resto deste post »


Garota, eu vou pra Califórnia

10/10/2010

Folha de S.Paulo, 10 de outubro de 2010

Legalização da maconha avança no exterior e debate esquenta no Brasil

RESUMO
Enquanto cientistas, juristas e políticos brasileiros discutem a proibição do consumo da maconha, iniciativas pró-legalização ganham força na Europa e nos EUA, para reduzir a violência causada pelo tráfico, controlar os danos à saúde e taxar a substância para gerar receita aos governos, a exemplo do que já ocorre com o álcool e o tabaco.

FERNANDA MENA
CLAUDIO ANGELO

O ANO DE 2010 é especialmente fértil no debate sobre a maconha. No Brasil e no mundo, começam a pipocar pesquisas e iniciativas políticas para refundar a discussão em termos científicos e jurídicos mais modernos.
Um novo estudo científico foi publicado no Reino Unido e se impôs como referência tanto para os proibicionistas quanto para os ativistas pró-legalização -o “lobby da proibição” e o “lobby da maconha”, como ambos se apelidaram mutuamente, vão debater o tema no auditório da Folha, em 21/10.
Três ex-presidentes do Brasil, do México e da Colômbia, países que enfrentam graves problemas com o narcotráfico, pediram mais ciência nas políticas sobre drogas ilícitas. Na ocasião, um deles, Fernando Henrique Cardoso, declarou que “a guerra às drogas falhou” e que as atuais políticas de proibição precisam de “uma revisão transparente”.
Na semana passada, em Genebra, Fernando Henrique acenou com a possibilidade de internacionalizar a proposta. “De fato, estamos cogitando criar uma nova comissão para tratar da questão das drogas, agora com abrangência global”, revelou à Folha. “Também estarão nela os três presidentes que participaram da primeira comissão, juntamente com outras personalidades internacionais.”
Em novembro, na Califórnia, um plebiscito votará um novo estatuto legal (e fiscal) para a maconha, que poderá passar a ser tratada como o álcool e o tabaco. Ao mesmo tempo, Portugal completa dez anos de descriminalização do uso de todas as drogas, sem registrar explosão do consumo.
No Brasil, além da defesa de uma ideia custosa do ponto de vista político feita por FHC, o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, ligado à Presidência da República, se prepara para votar a proposta da criação de uma agência nacional para pesquisar o uso medicinal da maconha. E uma guerra de artigos de cientistas e cartas de leitores na página 3 da Folha ajudou a pôr o debate em pauta.
Qual dos males é o menor: o prejuízo à saúde causado pela fumaça ou os danos decorrentes da proibição? Quando o assunto é maconha, não é fácil separar o trigo científico do joio ideológico.

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Cientistas criam biodiesel de maconha

08/10/2010

Do R7

Planta cresce até em solo infértil; combustível aproveita 97% do óleo da semente

 

Wikimedia Commons
Wikimedia Commons

Plantação de maconha industrial na França; planta, que será usada na fabricação de biodiesel, pode ser cultivada em solo infértil

Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, descobriram que a fibra da Cannabis sativa (nome científico da maconha), chamada de cânhamo industrial, tem propriedades que a tornam uma matéria-prima viável e atraente para a produção de biodiesel, um combustível sustentável feito de plantas renováveis. 

Revista Galileu – Maconha: a ciência da legalização

27/09/2010

Mudamos de sítio, clique no link abaixo para ler “Maconha: a ciência da legalização” no novo domínio:

http://coletivodar.org/revista-galileu-maconha-a-ciencia-da-legalizacao_2307


Maconha gera conflito na comunidade científica

04/09/2010

Chega a ser impossível identificar desde quando progressistas e conservadores se enfrentam nos mais diversos campos de disputa.  Mais um episódio dessa guerra, a presente batalha travada no terreno científico começou quando o psiquiatra Dr. Ronaldo Ramos Laranjeiras, professor da Unifesp e coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas, e Ana Cecilia Petta Marques, pesquisadora do mesmo Inpad/CNPQ, para  atacar a criação de uma agência brasileira de pesquisa e regulamentação dos usos medicinais da maconha , publicaram o artigo “Maconha o dom de iludir”, utilizando como fonte (leia-se: distorcendo) o relatório “Cannabis Policy: Beyond the Stalemate” da Global Cannabis Comission. O Coletivo DAR denunciou o mau uso do estudo.

Experientes no assunto,  e também chamando a atenção para a capciosidade de “Maconha o dom de iludir”, um grupo de neurocientistas, formado por Sidarta Ribeiro, João R.L. Menezes, Juliana Pimenta e Stevens K. Rehen, respondeu, com o seu “Ciência e fraude no debate da maconha”, aos ataques de Laranjeiras e Ana à criação de uma agência brasileira de maconha medicinal, defendendo o seu uso. Leia o resto deste post »


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