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Estudantes por uma política de drogas sensata
06/09/2010Não chore por nós, Argentina
19/07/2010Com a decisão da Suprema Corte argentina de descriminalizar posse de drogas para consumo pessoal perto de completar um ano, mais uma vez nossos rivais no futebol mostram-se muito à frente nos debates por direitos humanos. Desta vez o Senado argentino aprovou, depois de forte mobilização popular (foto), o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo – tornando-se o primeiro país na América Latina a legislar neste sentido. Confira dois textos sobre o assunto, um do Blog do Sakamoto e outro do site de Rodrigo Viana, no qual Ricardo Ferrez relata suas impressões sobre este momento, uma vez que passava férias no país; “ontem, enquanto jantávamos, meu cunhado (hétero) ligou para o meu sogro dizendo que tinha saído do trabalho e se dirigia ao Congresso para a vigília pela aprovação do casamento gay. Senti uma certa inveja. Isso no Brasil raramente aconteceria”. Quem sabe um dia, já passou da hora não é mesmo?
Argentina avança com matrimônio gay. E no Brasil…
O Senado da Argentina aprovou o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Quando a presidente Cristina Kirchner sancionar a mudança (e ela o fará, pois é defensora da proposta), o país será o primeiro da nossa machista América do Sul a universalizar esse direito. Gays e lésbicas poderão constituir oficialmente casais, com os mesmos direitos dos pares heterossexuais, incluindo herança, direito a pensões, adoção de filhos. Houve fortes protestos contra e a favor da mudança na legislação mas, ao final, ganhou a razão – vitória que pode ser computada na conta da sociadede civil argentina e suas organizações em prol dos direitos dos homossexuais.
O que mostra, mais uma vez, de que a discussão de quem tem um futebol mais bonito e eficiente está em aberto, mas em termos de civilidade o Brasil ainda tem muito o que aprender com o irmão do Sul. Por aqui, a Advocacia Geral da União defende a união estável de casais homossexuais. Em nome da Presidência da República, a AGU argumenta que as relações homossexuais existem independentemente de amparo legal, embora países já tenham mudado sua legislação para incluir essa possibilidade. O parecer tratando do tema veio para apoiar a Procuradoria Geral da República, que pediu para o Supremo declarar inconstitucional o artigo do Código Civil que considera a união possível apenas entre homens e mulheres.
Na Argentina, para possibilitar o matrimônio, houve uma alteração na legislação trocando “homem e mulher” para “cônjuges”. Há propostas tramitando no Congresso Nacional brasileiro para permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas distantes de serem aprovadas. E a questão do matrimônio, então, é lenda. Afinal de contas, isso é pecado…
Apesar da influência de grupos religiosos contrários à mudança, mais cedo ou mais tarde, a lei será alterada no Brasil também, garantindo dignidade e combatendo o preconceito. Já está indo aos poucos: é um homem que consegue estender o plano de saúde para o seu companheiro, é uma mulher que consegue a pensão de sua companheira. O problema é que essa marcha está sendo bem lenta quando, em verdade, deveria correr rápida para dar tempo às pessoas que hoje vivem de desfrutarem uma nova realidade. Leia o resto deste post »
O debate sobre drogas no 15º Congresso da UJS
21/06/2010Terminou neste domingo o 15º Congresso da UJS (União da Juventude Socialista) que neste ano teve uma mesa específica sobre drogas. Segue abaixo uma colagem com a declaração do novo presidente da entidade sobre o tema e uma reportagem publicada originalmente no UJS-CAMPOS.
“Entrevista com o novo presidente da UJS André Tokarski
Houve uma polêmica, durante a votação das propostas na plenária final, sobre a questão da legalização das drogas. Qual o saldo desse debate?
Primeiro, é importante dizer que a mesa de debate sobre as drogas foi uma das mais concorridas e qualificadas deste Congresso da UJS. Nosso objetivo é ampliar a discussão em torno do tema não apenas da legalização da maconha, mas sobre as drogas como um todo. Este problema, claro, diz respeito a toda a sociedade, mas, principalmente, aos jovens. Haviam três resoluções em votações. Uma dizia que a UJS deveria lutar pela descriminalização da Maconha, outra falava sobre a Legalização. A proposta aprovada, no entanto, foi a de realização no primeiro semestre do ano que vem de um seminário para ampliar o debate sobre o tema. A resolução da UJS avança no sentido da nossa entidade cobrar do Estado e da sociedade um debate sem hipocrisia. Vamos realizar este seminário e de lá sairemos com um proposta mais elaborada sobre este assunto. Assim é a UJS, existe a diversidade, debate, constrói e unifica.“
André Tokarski – novo presidente da UJS
Da polêmica ao avanço: Debate sobre as drogas movimenta o Congresso
por Luiz Henrique Carneiro para o UJS-CAMPOS
Com muitas ideias, intervenções, propostas próximas ou contrárias, jovens discutem temas como a legalização da maconha
Um desafio foi lançado hoje (sexta), no auditório Oxalá 2 no Centro de Convenções de Salvador onde acontece o Seminário Nacional Juventude, Participação e Políticas Públicas, atividade realizada pelo CEMJ em parceria com o Congresso Nacional da UJS. Ao final da mesa “A atual política de drogas e seu impacto na vida juvenil”, uma pergunta feita pelo coordenador da Marcha da Maconha, Renato Cinco, aos jovens participantes, mostrou por onde esse debate deve passar, no atual momento do Brasil.
Cinco questionou se a questão das drogas deve ser tratada do ponto de vista individual e da saúde do sujeito ou do ponto de vista do problema social do tráfico e da criminalização das minorias. Além de deixar a reflexão no ar, a pergunta resumiu em si os principais pontos que estiveram na pauta de um dos mais movimentados encontros do Congresso até agora.
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DDD (Dica Do DAR) – Dia Internacional da Mulher
07/03/2010O DDD dessa semana aproveita o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, para indicar dois vídeos que têm como tema a luta por uma sociedade livre das opressões de gênero. O primeiro é um registro do “Ajoelhaço” realizado no Sarau do Binho, na periferia de São Paulo, no ano passado; o segundo é o vídeo feito pela Marcha Mundial das Mulheres em convite para sua Terceira Ação Internacional – Mulheres em Marcha até todas sejamos livres. O DDD recomenda também o site do Núcelo de Estudos de Gênero Pagu, da Unicamp – ali é possível se aprofundar mais nos debates, por exemplo com as edições completas dos importantes Cadernos Pagu. O anti-proibicionismo marcha lado a lado com a luta por uma sociedade sem opressões de nenhuma espécie!
Ajoelhaço:
Mulheres em Marcha:
Liberdade para todas as fêmeas, sejam canábicas ou humanas
04/03/2010Mulher e Maconha
Por Helena Ortiz*, para o Growroom
O tema sempre foi polêmico, mas silencioso. Agora, no entanto, ganha as ruas, ou pelo menos as páginas dos jornais. A luta pela legalização está nas manchetes, nas enquetes, nas discussões, nas roda de fumo e mesmo nas que ele passa longe. Ficou até fashion depois da circulação da Revista do Globo abordando o plantio de maconha em casa sob o título Agricultura de subsistência.
Se o tema é polêmico, melhor não perder o ímpeto. E por isso me reporto à a questão levantada por uma pessoa da platéia (um homem) no evento (sim, amigos, evento) promovido pelo Jornal O Globo na Oi Futuro, no Flamengo, em dezembro. Tratava da pouca participação (ou da ausência dela) das mulheres no movimento.
O tema não é novo. As mulheres são preteridas em qualquer movimento, oficial ou alternativo. Não que elas não fumem, plantem ou tenham argumentos interessantes, apenas não aparecem. Quando aparecem, muitas vezes são expostas como mais um objeto de desejo (e porque não dizer, consumo!?), ao lado de plantas vigorosas ou berlotas suculentas, como no site Garotas 420, em concursos de Miss Maconha.
Do “Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, para cá, o movimento feminista arrefeceu. As mulheres, conquistados os direitos básicos, como o do voto e do divórcio, hoje em dia pensam que tudo sempre foi assim e se preocupam em conservar seus divinos corpos com a magia da indústria, isto é, cirurgia plástica e cosmética. Leia o resto deste post »

Escrito por coletivodar 
