Funk e corrido: a criminalização da cultura dos de baixo

01/09/2010

Para celebrar um ano de reconhecimento oficial do funk como manifestação cultural, o DAR indica a seguinte reportagem do Desinformémonos -  uma importante iniciativa de comunicação popular, criada no México por grupos que apóiam o movimento zapatista de libertação nacional e distribuído por vários cantos do planeta.

O texto trata do funk e dos corridos, ritmos que, estabelecendo um contraponto ao discurso oficial, narram episódios da guerra às drogas. O link original, com fotos, é este. Uma versão em português (reduzida) pode ser baixada em PDF.

Funk y corrido: la criminalización de la cultura dos de abajo

Separados por el idioma y la cultura, pero unidos en una dura realidad, los nadie de Brasil y México tratan de cantar su historia, pero son silenciados.

Rodrigo Vinagre
Traducción: Waldo Lao Fuentes Sánchez

São Paulo, Brasil. Once de la mañana, Tijuana, México. Del viejo tocacintas se escucha la canción de los Tigres del Norte: “El helicóptero andaba / sonando un mini 14 / abajo cuernos de chivo / y carabinas del 12 y / relampagueaban seguido/ las R-15 esa noche”. Mientras tanto, en Río de Janeiro, Brasil, del celular del “menor”, los versos de Mc Junior y Mc Leonardo van acompañados por el ritmo electrónico: “Ametralladora AR-15 es muy buena / La Intratek con disposición / Viene a superar 12 de repetición / 45 que un pistolón”.

Geográficamente distantes, pero con similares realidades sociales, las periferias mexicanas y brasileñas son rutas de paso para el tráfico internacional y también abrigan el comercio minorista de drogas ilícitas. Por eso, sus pobladores viven en medio de un fuego cruzado y son víctimas de la llamada guerra contra las drogas.

Los corridos en México y los Mc’s (que hacen las letras de las canciones de funk y rap) en Brasil, retratan lo cotidiano de esa realidad que las páginas de los grandes periódicos insisten en ocultar. Música de gran éxito entre los jóvenes de las periferias de estos países, los ritmos son perseguidos por ambos gobiernos. Parte de la cultura de los de abajo, establece un contrapunto peligroso para el discurso oficial sobre los episodios de la guerra contra las drogas.

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As culturas e as drogas – por Juca Ferreira

13/07/2010

do Comunidade Segura

Com o lançamento do livro “Drogas e Cultura: novas perspectivas”, editado em parceira com a Universidade Federal da Bahia, o Ministério da Cultura espera contribuir com o debate e para uma maior eficácia das políticas públicas sobre drogas em nosso país.

Sabemos ser este um relevante tema, complexo, de uma extrema delicadeza, e que envolve posições muito díspares. Não fugir ao debate e à polêmica tem sido uma postura deste Ministério. Não poderíamos nos furtar a esta discussão, especialmente pela gravidade crescente de que se reveste. Sobretudo porque dela a dimensão cultural da questão não pode estar ausente, se quisermos desenvolver uma ação responsável sobre o assunto.

A cultura não é apenas um componente a mais, ela é de fundamental importância. Sentimos que a sociedade não está sabendo tratar o tema das drogas. Ele não é apenas um caso de polícia e de saúde pública. Com “droga”, ou sem “droga”, os seres humanos, ao longo do tempo, têm buscado ampliar o horizonte do real. Parece ser algo intrínseco à sua natureza. E, como desconhecer que, historicamente, todas as culturas têm relação com substâncias psicoativas?
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Mesmo ilícita, maconha é usada em pratos brasileiros e chefs internacionais criam “a cozinha chapada”

01/06/2010


Mesmo ilícita, maconha é usada em pratos brasileiros e chefs internacionais criam “a cozinha chapada”

por Humberto Baraldi

No Brasil, consumir ou comercializar drogas é crime. A legislação nacional prevê punições distintas a usuário e traficante. Ao primeiro, a lei imputa três tipos de pena: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Já quem produz ou comercializa produtos ilícitos, a lei atribui pena de 5 a 15 anos de reclusão e pagamento de multa de R$ 500 a R$ 1500. Nos EUA, muitos estados também condenam estes tipos de substâncias, porém há aqueles que liberam o consumo da maconha para fins medicinais. Legislação à parte, o Gastronomia & Negócios repercute a polêmica revelação de chefs internacionais que confessam usar maconha nas criações e descobre produtos, feitos à base da erva, consumidos livremente em universidades brasileiras.

“Todo mundo sabe que nas festas da Universidade X, em São Paulo, estudantes produzem, vendem e compram o famoso brigadeiro de maconha”, revela Maria Helena, pseudônimo de uma jovem que já consumiu o produto ilícito, porém preferiu não revelar o seu nome e o da faculdade, onde o doce é comum. “O efeito da sobremesa é maior do que quando fumamos a erva. Por este motivo, o tal brigadeiro é tão procurado”, confessa Maria.
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Maconha em filme o torna proibido para menores

09/01/2010

O Estado de São Paulo, 09/01/10

Censura a filme provoca polêmica

Cena com uso de maconha leva o romântico Simplesmente Complicado a ser proibido para menores de 17 anos nos EUA

Brooks Barnes

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É ridículo. A classificação do filme, restringindo a idade do público, levantou poeira em Hollywood e os blogs de cinema acusam a MPAA de estar desconectada da realidade. O lobby da maconha também se irritou. “É uma decisão absurda, baseada em conceitos culturais obsoletos”, disse Allen St. Pierre, diretor executivo da Organização Nacional para reforma das leis sobre a maconha. A Universal Pictures e Steve Martin solicitaram, sem sucesso, que o filme fosse classificado como PG-13 (proibido para menores de 13 anos). Os grupos conservadores, contudo, viram-se na curiosa posição de aplaudir o sistema de classificação, em vez de condená-lo. Dan Isett, diretor de políticas públicas do Parents Television Council (Conselho de pais que avalia os programas de TV e monitora os filmes a serem lançados), disse que Simplesmente Complicado é um raro exemplo de classificação corretamente feita pela Associação. Leia o resto deste post »

Twitter do DAR no AR!

08/01/2010

Para começar bem este ano de marchas, mobilizações e conquistas (assim esperamos), o Coletivo DAR resolveu dar um passo a frente na sua estratégia de comunicação e agora estamos também no Twitter.

O endereço é este: http://twitter.com/coletivodar

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