DDD (Dica Do DAR) – análises etnográficas

05/09/2010

O DDD desta semana traz dois estudo etnográficos. O primeiro, “Da cracolândia aos nóias: percursos etnográficos no bairro da Luz“,  de Heitor Frúgoli Jr, professor do departamento de antropologia – USP, e Enrico Spaggiari, doutorando em antropologia social – USP, foi publicado na  Ponto Urbe (revista do núcleo de antropologia urbana da USP).  O artigo, resultado do acompanhamento do trabalho do Centro de convivência É de Lei, é indicado a todos os interessados em crack, cracolândia e RD.

Já o segundo se trata de uma análise netnográfica. Isso mesmo, o estudo é uma etnografia psiconáutica da internet, especialmente de uma comunidade virtual, a Enteógenos sem dogmas (orkut.com). Assim, “Alquimistas do êxtase”, apresentado por Iago Pereira como monografia de conclusão do curso de Ciências Sociais da UFMG, debruça-se sobre o movimento psicodélico na contracultura e na psiconáutica tomando como objeto de estudo o espaço de convivência social supracitado. 

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Colóquio Internacional Transdisciplinar sobre Estados Modificados de Consciência

06/02/2010

Especialistas de diversas áreas do conhecimento se reúnem para debater o tema da consciência e seus estados modificados. Neurociência, Antropologia, Filosofia, Psicologia, Chamanismo, Psicoterapia, História, Psiquiatria, Farmacologia, Etonologia, Arte…

10 e 11 de Fevereiro na Universidade Autônoma do Estado de Morelos, Mexico.


Carta ao Brasil – Recordação de tuas dividas – 2010, ano de renovação!

15/01/2010

Fernando Beserra

Brasil, vim lembrar-te daquela tua dívida… Eu sei de tuas dificuldades, sei dos teus problemas, e por isso mesmo, meu querido, é preciso que vejamos isso urgentemente, pois que tua dívida, é também contigo mesmo.

Meu querido, acho que lembras aquela tua divida com os consumidores de algumas plantas e substâncias que foram tornadas ilícitas. A dívida, faço questão de lembrar-te, não é apenas com eles, mas com toda multidão que atravessa este imenso espaço de terra, de desejos, de amores, de sofrimentos, que damos teu nome, ele mesmo, vindo de uma droga[1]. A estes fica ainda a salivação, na espera de uma suculenta carne, um pedido de perdão, de todos aqueles que em nome de uma moral, mesmo que de um gesto de amor, fizeram sangrar tantos e tantas brasileiras, sob a bandeira hasteada da “Guerra as drogas”. É pelo nome de tal bandeira, hasteada por Richard Nixon nos EUA em 1971, na procura de seu segundo mandato presidencial, que tantas pessoas são perseguidas, mortas, criminalizadas. É pelo nome de tal bandeira, do orgulho higienista e não da saúde pública, que tantas mães choraram e choram ao verem seus filhos vitimas indiretas ou diretas da “Guerra as drogas”. É pelo nome de tal bandeira, hasteada por tantas razões econômicas, que pessoas que por razões médicas poderiam se privilegiar de determinadas substâncias, são relegadas a dores desnecessárias, vômitos e enjôos decorrentes de tratamentos dolorosos. Leia o resto deste post »


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