DDD (Dica Do DAR) – Síndicato da Maconha Medicinal e Proposição 19

04/07/2010

Essa notícia mostra de fato como anda a passos largos a regulamentação da cannabis, seu plantio, comercialização e uso no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. No final do ano, neste mesmo Estado, será votada a Proposição 19, “que estabelece a regulamentação do uso de maconha para fins recreativos. O projeto prevê que pessoas maiores de 21 anos poderão possuir, transportar e cultivar maconha para uso pessoal e permitirá ao Estado regulamentar, fiscalizar e taxar a produção e o comércio da erva.”

Leia a Proposição 19 na íntegra: CLIQUE AQUI
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Síndicato da Maconha Medicinal

12 de junho de 2010

O mercado da Cannabis Medicinal tem se profissionalizado mais a cada dia em diversos estados dos EUA. Na Califórnia o movimento tem buscado o apoio de sindicatos profissionais para dar maior seriedade e integração social à esses trabalhadores.

Por Leonardo Dias, do Portal Growroom

No último dia 28 de maio, após uma votação, cerca de 100 funcionários do mercado de maconha medicinal na Califórnia, relacionados com as empresas em Oakland foram escolhidos para se filiarem ao United Food and Commercial Workers Local 5 (www.ufcw5.org). Os dirigentes sindicais disseram ser a primeira vez que trabalhadores do mercado da maconha medicinal eram representados numa reunião. Essa parceria foi saudada pelos líderes sindicais locais, que chamaram os novos integrantes de “grandes trabalhadores” (Great Workers).

“Isso é algo natural para nós”, disse Ron Lind, o presidente do Local 5, cujos 26 mil trabalhadores filiados atuam principalmente na indústria alimentícia e da carne. “A nossa competência principal é a união de varejo.” O movimento também foi bem recebido por Richard Lee, fundador da Oaksterdam University, uma escola ligada ao mercado da maconha medicinal, cujo campus Oakland emprega cerca de 60 novos membros sindicalizados em suas instalações, que incluem uma farmácia, loja de presentes e estufa para plantas. Lee disse que já oferece a seus funcionários benefícios como plano de saúde e férias pagas, mas que a parceria com Local 5 foi um marco importante para legitimar a maconha medicinal.

“É mais um passo para acabar com as restrições federais”, disse Lee, um dos principais proponentes de um Projeto de Lei que pretende regulamentar a maconha na Califórnia, com fiscalização e taxação. Apesar de ser permitido por leis estaduais, o uso medicinal da maconha na Califórnia e mais de uma dúzia de outros estados, ainda é proibido por lei federal.

Os trabalhadores de Oakland, que tem uma taxa de desemprego de mais de 17%, também aplaudiram a iniciativa como um benefício potencial para a cidade. Porém, para os trabalhadores já envolvidos com o mercado da Cannabis que foram escolhidos para o projeto inicial, sua nova condição de membros do sindicato foi uma espécie de triunfo pessoal.

“Agora posso ir para casa dos meus pais e eles verão que o que faço é uma coisa boa e normal”, disse Leone Cassie, uma garota de 24 anos que trabalha em um dispensário de maconha na região. Essa iniciativa me fez sentir como um “ser humano que trabalha duro”, disse ela. “Que, de fato, é o que eu sou”, completou.

FONTE: JESSE McKINLEY, do NY Times

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Por outro lado…

14/05/2010

Como forma de ampliar o debate para além do aspecto médico-acadêmico da cannabis, a galera do Growroom realiza evento consecutivo ao Simpósio citado no post abaixo. Confiram texto de divulgação e programação do evento abaixo.

O Growroom e a Matilha Cultural convidam para o ciclo de debates “Abrindo o debate sobre a Cannabis no Brasil”Liberdade de expressão, Segurança Pública e Uso Medicinal, que será realizado no dia 19 de maio. O objetivo do evento é estruturar um debate democrático e transparente sobre as políticas de regulação da Cannabis no Brasil, lidando com a questão de forma pragmática e coerente com a realidade social do país.

Com a presença de pesquisadores, advogados, ativistas, agentes redutores de danos e cidadãos, os debates não pretendem defender ou condenar a discriminalização da Cannabis no Brasil, mas trazer luz à questão ao promover a pluralidade de opiniões e colaborações de especialistas e cidadãos.

O evento será gratuito, aberto ao público e transmitido pela internet pelos endereços http://www.matilhacultural.com.br e http://growroom.net. Leia o resto deste post »


Liberdade para todas as fêmeas, sejam canábicas ou humanas

04/03/2010

Mulher e Maconha 

Por Helena Ortiz*, para o Growroom

O tema sempre foi polêmico, mas silencioso. Agora, no entanto, ganha as ruas, ou pelo menos as páginas dos jornais. A luta pela legalização está nas manchetes, nas enquetes, nas discussões, nas roda de fumo e mesmo nas que ele passa longe. Ficou até fashion depois da circulação da Revista do Globo abordando o plantio de maconha em casa sob o título Agricultura de subsistência.

Se o tema é polêmico, melhor não perder o ímpeto. E por isso me reporto à a questão levantada por uma pessoa da platéia (um homem) no evento (sim, amigos, evento) promovido pelo Jornal O Globo na Oi Futuro, no Flamengo, em dezembro. Tratava da pouca participação (ou da ausência dela) das mulheres no movimento.

O tema não é novo. As mulheres são preteridas em qualquer movimento, oficial ou alternativo. Não que elas não fumem, plantem ou tenham argumentos interessantes, apenas não aparecem. Quando aparecem, muitas vezes são expostas como mais um objeto de desejo (e porque não dizer, consumo!?), ao lado de plantas vigorosas ou berlotas suculentas, como no site Garotas 420, em concursos de Miss Maconha.
Do “Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, para cá, o movimento feminista arrefeceu. As mulheres, conquistados os direitos básicos, como o do voto e do divórcio, hoje em dia pensam que tudo sempre foi assim e se preocupam em conservar seus divinos corpos com a magia da indústria, isto é, cirurgia plástica e cosmética. Leia o resto deste post »


Auto-cultivo no Globo

09/02/2010

Abaixo, matéria publicada na edição de 7 de fevereiro do jornal O Globo, que pode ser encontrada também em pdf neste link aqui.

Causa própria
Com jardins de “cannabis” em banheiros, armários, varandas, quartinhos e até saunas, os ativistas do Growroom, movimento que começou no Rio e se espalhou pelo Brasil, defendem o cultuvo de maconha em casa como alternativa ao tráfico. E contam com o respaldo de cada vez mais autoridades envolvidas no debate sobre uma nova política de drogas

O apartamento fica numa rua movimentada de Copacabana, no primeiro andar, de fundos. Lá vivem mãe e filho. No banheiro da suíte, esconde-se um jardim de cannabis em flor. A pequena plantação conta com uma verdadeira parafernália tecnológica: duas lâmpadas de vapor de sódio de 600 e 400 watts, um refletor, um sistema sofisticado de ventilação e um filtro para neutralizar o odor, além de substrato de terra regado a fertilizantes orgânicos. Ao todo, são quatro plantas-mães, que geram sementes; 12 plantas em floração, já no tempo de colheita; e 12 em crescimento. Cada planta fornece em média dez gramas de maconha. Ou melhor, um cruzamento de cannabis sativa e >sav<cannabis indica que hoje existe no mercado com várias potências, com vários nomes: skunk, power skunk, black widow, white widow, blue mistic, bubba cush, silver haze, brain storm. A quantidade de híbridos do gênero é infinita. O jardineiro é um $carioca de 34 anos que, por razões óbvias, pediu para não ser identificado. Ele fuma maconha desde os 16 anos e há uma década começou a pesquisar na internet o chamado cultivo indoor. Sua produção, de cerca de 120 gramas a cada três meses, o torna um maconheiro autossuficiente.

— No Brasil, plantar em casa para consumo próprio é uma coisa que começou com o boom da internet. As pessoas descobriram a tecnologia existente lá fora, que possibilita produzir maconha de excelente qualidade, orgânica, pura, sem ter que esperar o tempo da natureza. Com o equipamento adequado, você reproduz as quatro estações do ano em três meses — diz o rapaz, que inaugurou recentemente uma loja no Rio especializada em plantio indoor. — Estudei na Escola Corcovado e tinha muitos amigos alemães. Na casa de um deles, o pai, os irmãos, todo mundo fumava. Um dia ele trouxe da Holanda várias revistas sobre cultivo. Fiquei $e comecei a ir atrás de mais informação. Mudei totalmente a minha relação com a maconha. Aprendi que não é uma droga. É uma planta.

O hobby virou ativismo. Em 2002, o rapaz criou um site destinado aos interessados em, digamos, agricultura (<www.growroom.net>). No primeiro ano, cerca de 200 pessoas participaram do fórum de discussões, que giravam em torno de dois temas: novas tecnologias de plantio dentro de casa e luta pela descriminalização. A ideia era defender o cultivo como uma alternativa ao tráfico, como uma proposta de redução de danos. No ano seguinte, o site já contava com mais de mil adeptos. Hoje, contabiliza 30 mil cadastrados. Brasil afora, a turma está plantando jardins de cannabis em estufas, banheiros, quartinhos, garagens, terraços, varandas e até saunas. Mas é só para consumo próprio: os produtores, como bons ativistas, têm como princípio não vender nem para os melhores amigos. Leia o resto deste post »


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