Proposta para a Colômbia – Paz, reconciliação e legalização das drogas

09/08/2010

Paz, reconciliação e legalização das drogas

“Neste momento em que se acumularam todas as condições para apertarmos o passo, todos os partidos políticos e movimentos sociais deveríamos nos centrar sobre estes dois temas: paz democrática e legalização da droga”

Fernando Dorado, Alai

Tradução Coletivo DAR

A jogada calculada do presidente Uribe de levar a OEA a denúncia da suposta conivência do governo da Venezuela com a presença da guerrilha em seu território mostra como atuou este governo nos útlimos oito anos, e nos serve de lição para não proceder desta maneira.

Uribe traçou para si uma meta até 2019. Seu sonho era consolidar uma nação com uma formação fazendeira-clerical-colonial mas “moderna”. A ordem dos submissos e a paz dos cemitérios. Queria estar na história como o grande “reformador” do século XXI. E… o quis fazer a qualquer preço. Mas era impossível atingir seu objetivo. Sua visão é retrógrada, reacionária, de tipo medieval. A vida já fazia democracia e paz. Uribe, por mais que trabalhe e se esforce, vai na contramão, não mais.

Por isso, teve que sustentar seu projeto na base de shows midiáticos. “Falsos positivos” de todas as classes e tamanhos para tapar delitos e crimes cometidos desde o governo. No entanto, de nada serviria. Depois de 7 de agosto, já sem sua “aura messiânica”, Uribe mão poderá montar outro “falso positivo” maior que o anterior. A fórmula se esgotou e, então, vão estar dadas as condições para que toda a verdade apareça.

Nós, democratas colombianos, devemos avaliar com humildade nossa ação política. Somos parte da mesma sociedade que produziu indivíduos como Álvaro Uribe Vélez e José Obdulio Gaviria. Algo deles devemos ter em nosso inconsciente coletivo. Não existe vacina contra a “racionalidade social histórica”. O único que serve para superar as limitações estruturais é ser absolutamente consciente delas. Saber o que somos, explicarmos por que somos assim, é o primeiro passo para superá-las.

Estratégia sem tática, tática sem visão de longo prazo

A mentalidade excludente da oligarquia latifundiária – herdeira dos encomenderos espanhóis que protagonizaram a conquista e colonização da Nova Granada – nos imprimiu um selo de intolerância, de extremissmo e violência, que nos faz balançar ciclicamente entre fundamentalismo e oportunismo. Leia o resto deste post »


Brasil discute com EUA criação de base no Rio

31/03/2010

Objetivo seria reforçar combate ao narcotráfico e ao contrabando, sempre sob o comando de brasileiros

31 de março de 2010
Rui Nogueira, Rafael Moraes Moura – O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA
Por sugestão da Polícia Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem com o comandante do Comando Sul dos EUA, tenente-brigadeiro Douglas Fraser, a proposta de criação de uma base “multinacional e multifuncional” que teria sede no Rio de Janeiro.

A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista.

Douglas Fraser passou o dia de ontem em Brasília. Após reunião de trabalho e almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante americano encontrou-se com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

A PF já tem um adido de inteligência trabalhando na base de Key West, na Flórida. O Planalto está para decidir se o adido junto à base de Lisboa será um delegado federal ou um oficial da Marinha. Leia o resto deste post »


O que há por trás das bases estadunidenses na América Latina?

22/01/2010

Combater o “narcoterrorismo”? Ignacio Ramonet parece não acreditar muito nessa justificativa para a crescente ingerência militar dos EUA na América Latina, mesmo após a saída de Bush. O artigo abaixo é reproduzido do site do Brasil de Fato, e nos coloca a tarefa de pensarmos não só os óbvios interesses político-econômicos por trás do suposto combate à produção de drogas por enquanto ilícitas em nosso continente como também o que será da estratégia imperialista estadunidense num contexto de eminente alteração do proibicionismo em escala global.

EUA JÁ TÊM 13 BASES MILITARES EM TORNO DA VENEZUELA

Barack Obama parece ter deixado o Pentágono de mãos livres neste tema. E Hugo Chávez denuncia que está sendo tramada uma agressão contra o país

19/01/2010

Ignacio Ramonet

A chegada de Hugo Chávez ao poder, na Venezuela, em 2 de fevereiro de 1999, coincidiu com um acontecimento militar traumático para os Estados Unidos: o fechamento de sua principal instalação militar na região, a base Howard, situada no Panamá (fechada em virtude dos Tratados Torrijos-Carter, de 1977).

Em troca, o Pentágono escolheu quatro localidades para controlar a região: Manta, no Equador; Comalapa, em El Salvador, e as ilhas de Aruba e Curazao (de soberania holandesa). A suas – por assim dizer –“tradicionais” missões de espionagem, acrescentou novas atribuições oficiais a estas bases (vigiar o narcotráfico e combater a imigração clandestina para os EUA) e outras tarefas encobertas: lutar contra os insurgentes colombianos; controlar os fluxos de petróleo e minerais, os recursos de água doce e a biodiversidade. Mas, desde o início, seus principais objetivos foram vigiar a Venezuela e desestabilizar a Revolução Bolivariana.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, definiu uma nova doutrina militar para enfrentar o “terrorismo internacional”. Modificou a estratégia de deslocamento no exterior, fundada na existência de enormes bases dotados de numeroso pessoal. E decidiu substituir essas mega-bases por um número mais elevado de Foreing Operating Location (FOL) e de Cooperative Security Locations (CSL), com pouco pessoal militar, mas equipado com tecnologias ultramodernas de detecção. Leia o resto deste post »


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