Acompanhe a eleição da Proposição 19

02/11/2010

http://vote.sos.ca.gov/maps/ballot-measures/19/

Neste site da Secretaria de Estado da Califórnia você encontra um mapa com cada condado do Estado, dizendo a porcentagem dos votos deles e do Estado inteiro para a Proposition 19. As votações da Proposition 19 e de outras 8 proposições estaduais, bem como eleições de cargos políticos importantes ocorrem hoje na Califórnia e podem ser acompanhados no site também, se encerrando as 20h do horário local de lá. São 5 horas de diferença do horário brasileiro (nos estados brasileiros sem o horário de verão são 4), ou seja, os resultados só devem começar a ser jogados no site a partir da meia noite ou 1h da manhã de quarta-feira.

Lembrando que essas votações não são como as brasileiras, o resultado oficial tem 31 dias para ser anunciado. As porcentagens mostradas no site  são semi-oficiais, como diz a própria Secretaria de Estado da Califórnia.


É hoje: Prop 19 será votada na Califórnia

02/11/2010

Hoje, 2 de novembro, acontecem eleições para governadores, deputados e outros cargos eletivos nos EUA. Simultaneamente, acontecerão também plebiscitos sobre reformas em leis estaduais, sendo que o que mais nos interessa é a votação da Prop 19 na Califórnia, que visa legalizar o uso de maconha recreacional e regulamentar e taxar a produção. Pesquisas mostram um empate técnico, com alguma vantagem para o “Não” por conta dos indecisos que devem ser o fiel da balança.

Se o “Sim” ganhar, a Califórnia poderá acumular milhões em impostos e por em prática uma política antiproibicionista no trato com a maconha. Claro que não é a cura de todos males, longe disso. Mas poderá ser um novo caminho que se abre, especialmente porque a Califórnia faz fronteira com o México, que sofre uma explosão de violência entre traficantes, estado e população civil.
Assim que soubermos o resultado, voltaremos para comentar.

Saiba mais:

http://coletivodar.wordpress.com/tag/proposicao-19/
http://yeson19.com/
http://www.newsweek.com/2010/09/09/prop-19-california-s-home-grown-reefer-madness.html
http://en.wikipedia.org/wiki/California_Proposition_19_%282010%29


Ator Zach Galifianakis fuma maconha em programa de TV

31/10/2010

Do Hempadao

[Ed. 88#] HempTube: Zach Galifianakis fuma Maconha ao Vivo no Programa de TV!

 

Pelo menos uns 500 leitores indicaram, através de tweets e comentários, esse vídeo em que o ator Zach Galifianakis, que atuou no filme “Se Beber não Case”, acende um cigarro de maconha durante o programa de Tv do Bill Maher, outro defensor da legalização. O debate era a respeito da legalização na Califórnia (Proposição 19), que será votada na próxima terça. Zach além de acender o beck, satirizou o que os caretas pensam sobre o efeito da maconha. Legengado pela equipe da Hempada, embora o ato do catch a fire seja internacional. Se liga que esse entrou pra história:

Mais sobre a Proposição 19: Especial legalizando na Califórnia


Estudantes por uma política de drogas sensata

06/09/2010

de: http://enteogenico.blogspot.com

SSDP (Students for sensible drug policy)

 
SSDP é uma rede internacional de base de estudantes que estão preocupados com os impactos que o abuso de drogas tem nas nossas comunidades, mas quem também sabe que a Guerra as Drogas está falindo nossa geração e nossa sociedade. SSDP mobiliza e enpodera pessoas jovens a participar no processo político, pressionando por políticas sensiveis para realizar um futuro mais justo e seguro, enquanto luta contra as contraproducentes políticas de Guerra às Drogas, particularmente aquelas que diretamente causam danos a estudantes e a juventude.
 

Maconha gera conflito na comunidade científica

04/09/2010

Chega a ser impossível identificar desde quando progressistas e conservadores se enfrentam nos mais diversos campos de disputa.  Mais um episódio dessa guerra, a presente batalha travada no terreno científico começou quando o psiquiatra Dr. Ronaldo Ramos Laranjeiras, professor da Unifesp e coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas, e Ana Cecilia Petta Marques, pesquisadora do mesmo Inpad/CNPQ, para  atacar a criação de uma agência brasileira de pesquisa e regulamentação dos usos medicinais da maconha , publicaram o artigo “Maconha o dom de iludir”, utilizando como fonte (leia-se: distorcendo) o relatório “Cannabis Policy: Beyond the Stalemate” da Global Cannabis Comission. O Coletivo DAR denunciou o mau uso do estudo.

Experientes no assunto,  e também chamando a atenção para a capciosidade de “Maconha o dom de iludir”, um grupo de neurocientistas, formado por Sidarta Ribeiro, João R.L. Menezes, Juliana Pimenta e Stevens K. Rehen, respondeu, com o seu “Ciência e fraude no debate da maconha”, aos ataques de Laranjeiras e Ana à criação de uma agência brasileira de maconha medicinal, defendendo o seu uso. Leia o resto deste post »


Após 3.000 mortes em 18 dias, México quer discutir legalização das drogas

07/08/2010

DA ANSA, NA CIDADE DO MÉXICO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente mexicano, Felipe Calderón, se disse nesta terça-feira que está disposto a discutir a legalização das drogas no país, após tomar conhecimento de que, em apenas 18 dias mais de 3.000 pessoas morreram em crimes ligados ao narcotráfico.

“O debate deve ocorrer havendo pluralidade”, disse Calderón, em resposta à proposta do responsável pela ONG México Unido contra a Delinquência, Eduardo Gallo.

Para Gallo, este seria um “plano B” frente ao fracasso da atual estratégia que, com os novos dados, eleva a 28 mil o número de homicídios nos últimos três anos e meio, ou seja, desde que Calderón assumiu o poder.

“A sociedade nos exige resultados nessa matéria e não pode ser este resultado nem do improviso e nem do azar, tem que ser resultado de um processo ordenado de diagnóstico e planejamento, mas, sobretudo, de um compromisso e uma vontade firme sem os quais é impossível ter sucesso”, complementou o mandatário, admitindo que seu governo não sabe explicar o que “tem feito” na luta contra o crime organizado e o narcotráfico. Leia o resto deste post »


As culturas e as drogas – por Juca Ferreira

13/07/2010

do Comunidade Segura

Com o lançamento do livro “Drogas e Cultura: novas perspectivas”, editado em parceira com a Universidade Federal da Bahia, o Ministério da Cultura espera contribuir com o debate e para uma maior eficácia das políticas públicas sobre drogas em nosso país.

Sabemos ser este um relevante tema, complexo, de uma extrema delicadeza, e que envolve posições muito díspares. Não fugir ao debate e à polêmica tem sido uma postura deste Ministério. Não poderíamos nos furtar a esta discussão, especialmente pela gravidade crescente de que se reveste. Sobretudo porque dela a dimensão cultural da questão não pode estar ausente, se quisermos desenvolver uma ação responsável sobre o assunto.

A cultura não é apenas um componente a mais, ela é de fundamental importância. Sentimos que a sociedade não está sabendo tratar o tema das drogas. Ele não é apenas um caso de polícia e de saúde pública. Com “droga”, ou sem “droga”, os seres humanos, ao longo do tempo, têm buscado ampliar o horizonte do real. Parece ser algo intrínseco à sua natureza. E, como desconhecer que, historicamente, todas as culturas têm relação com substâncias psicoativas?
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DDD (Dica Do DAR) – Síndicato da Maconha Medicinal e Proposição 19

04/07/2010

Essa notícia mostra de fato como anda a passos largos a regulamentação da cannabis, seu plantio, comercialização e uso no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. No final do ano, neste mesmo Estado, será votada a Proposição 19, “que estabelece a regulamentação do uso de maconha para fins recreativos. O projeto prevê que pessoas maiores de 21 anos poderão possuir, transportar e cultivar maconha para uso pessoal e permitirá ao Estado regulamentar, fiscalizar e taxar a produção e o comércio da erva.”

Leia a Proposição 19 na íntegra: CLIQUE AQUI
Discuta o assunto no fórum: CLIQUE AQUI

Síndicato da Maconha Medicinal

12 de junho de 2010

O mercado da Cannabis Medicinal tem se profissionalizado mais a cada dia em diversos estados dos EUA. Na Califórnia o movimento tem buscado o apoio de sindicatos profissionais para dar maior seriedade e integração social à esses trabalhadores.

Por Leonardo Dias, do Portal Growroom

No último dia 28 de maio, após uma votação, cerca de 100 funcionários do mercado de maconha medicinal na Califórnia, relacionados com as empresas em Oakland foram escolhidos para se filiarem ao United Food and Commercial Workers Local 5 (www.ufcw5.org). Os dirigentes sindicais disseram ser a primeira vez que trabalhadores do mercado da maconha medicinal eram representados numa reunião. Essa parceria foi saudada pelos líderes sindicais locais, que chamaram os novos integrantes de “grandes trabalhadores” (Great Workers).

“Isso é algo natural para nós”, disse Ron Lind, o presidente do Local 5, cujos 26 mil trabalhadores filiados atuam principalmente na indústria alimentícia e da carne. “A nossa competência principal é a união de varejo.” O movimento também foi bem recebido por Richard Lee, fundador da Oaksterdam University, uma escola ligada ao mercado da maconha medicinal, cujo campus Oakland emprega cerca de 60 novos membros sindicalizados em suas instalações, que incluem uma farmácia, loja de presentes e estufa para plantas. Lee disse que já oferece a seus funcionários benefícios como plano de saúde e férias pagas, mas que a parceria com Local 5 foi um marco importante para legitimar a maconha medicinal.

“É mais um passo para acabar com as restrições federais”, disse Lee, um dos principais proponentes de um Projeto de Lei que pretende regulamentar a maconha na Califórnia, com fiscalização e taxação. Apesar de ser permitido por leis estaduais, o uso medicinal da maconha na Califórnia e mais de uma dúzia de outros estados, ainda é proibido por lei federal.

Os trabalhadores de Oakland, que tem uma taxa de desemprego de mais de 17%, também aplaudiram a iniciativa como um benefício potencial para a cidade. Porém, para os trabalhadores já envolvidos com o mercado da Cannabis que foram escolhidos para o projeto inicial, sua nova condição de membros do sindicato foi uma espécie de triunfo pessoal.

“Agora posso ir para casa dos meus pais e eles verão que o que faço é uma coisa boa e normal”, disse Leone Cassie, uma garota de 24 anos que trabalha em um dispensário de maconha na região. Essa iniciativa me fez sentir como um “ser humano que trabalha duro”, disse ela. “Que, de fato, é o que eu sou”, completou.

FONTE: JESSE McKINLEY, do NY Times

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O debate sobre drogas no 15º Congresso da UJS

21/06/2010

Terminou neste domingo o 15º Congresso da UJS (União da Juventude Socialista) que neste ano teve uma mesa específica sobre drogas. Segue abaixo uma colagem com a declaração do novo presidente da entidade sobre o tema e uma reportagem publicada originalmente no UJS-CAMPOS.

Entrevista com o novo presidente da UJS André Tokarski
Houve uma polêmica, durante a votação das propostas na plenária final, sobre a questão da legalização das drogas. Qual o saldo desse debate?
Primeiro, é importante dizer que a mesa de debate sobre as drogas foi uma das mais concorridas e qualificadas deste Congresso da UJS. Nosso objetivo é ampliar a discussão em torno do tema não apenas da legalização da maconha, mas sobre as drogas como um todo. Este problema, claro, diz respeito a toda a sociedade, mas, principalmente, aos jovens. Haviam três resoluções em votações. Uma dizia que a UJS deveria lutar pela descriminalização da Maconha, outra falava sobre a Legalização. A proposta aprovada, no entanto, foi a de realização no primeiro semestre do ano que vem de um seminário para ampliar o debate sobre o tema. A resolução da UJS avança no sentido da nossa entidade cobrar do Estado e da sociedade um debate sem hipocrisia. Vamos realizar este seminário e de lá sairemos com um proposta mais elaborada sobre este assunto. Assim é a UJS, existe a diversidade, debate, constrói e unifica.
André Tokarski – novo presidente da UJS

Da polêmica ao avanço: Debate sobre as drogas movimenta o Congresso
por Luiz Henrique Carneiro para o UJS-CAMPOS

Com muitas ideias, intervenções, propostas próximas ou contrárias, jovens discutem temas como a legalização da maconha

Um desafio foi lançado hoje (sexta), no auditório Oxalá 2 no Centro de Convenções de Salvador onde acontece o Seminário Nacional Juventude, Participação e Políticas Públicas, atividade realizada pelo CEMJ em parceria com o Congresso Nacional da UJS. Ao final da mesa “A atual política de drogas e seu impacto na vida juvenil”, uma pergunta feita pelo coordenador da Marcha da Maconha, Renato Cinco, aos jovens participantes, mostrou por onde esse debate deve passar, no atual momento do Brasil.

Cinco questionou se a questão das drogas deve ser tratada do ponto de vista individual e da saúde do sujeito ou do ponto de vista do problema social do tráfico e da criminalização das minorias. Além de deixar a reflexão no ar, a pergunta resumiu em si os principais pontos que estiveram na pauta de um dos mais movimentados encontros do Congresso até agora.
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Exclusivo: texto de Henrique Carneiro sobre alternativas ao proibicionismo

10/03/2010

Henrique Carneiro é doutor em História pela USP e membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP). Estuda a questão das drogas e atua contra a proibição desde seus tempos de militância estudantil, nos anos 1980. É sem dúvida um dos maiores especialistas no assunto, tendo publicado, entre outras obras, os livros Álcool e drogas na história do Brasil e Pequena Enciclopédia da história das drogas e bebidas. Animado por conta dos debates de alternativas ao proibicionismo realizados com o Coletivo DAR e também preocupado com os interesses envolvidos atualmente nesta questão, Henrique elaborou um texto explorando sua visão não só sobre a necessidade da legalização como de que maneira acredita que isto deve ser feito. O resultado pode ser conferido abaixo, ou em documento na nossa seção de arquivos.

Em “Legalização e controle estatal de todas as drogas para a constituição de um fundo social para a saúde pública” o historiador discute os três circuitos de circulação das drogas psicoativas em nossa sociedade: o das substâncias ilicitas, o das lícitas de uso recreacional e das lícitas de uso terapêutico. Ele discute os diferentes tratamentos dados hoje a essas substâncias, mostrando inclusive como a divisão entre estes campos só ocorreu recentemente.

“Pretendo, neste texto, defender um regime mais “equalizador” em relação aos três tipos de substâncias mencionadas e, ao mesmo tempo que antiproibicionista, mais severo em relação a interdição da publicidade e da facilidade do acesso. Como “substâncias essenciais” devem ser objeto de um tipo de emprendimento que não permita a intensificação do estímulo contínuo ao consumo e, consequentemente, lucros sempre crescentes, inerentes ao interesse privado. Defendo assim, a criação de um “fundo social” constituído com o faturamento de um mercado legalizado e estatizado de produção de drogas psicoativas em geral, tanto as ilícitas como as legais” afirma o texto.

Antes de apresentarmos a versão completa, que segue abaixo, agradecemos imensamente ao historiador, por nos ceder o texto e principalmente pela constante disposição e abertura a colaborar com o debate antiproibicionista.

Legalização e controle estatal de todas as drogas para a constituição de um fundo social para a saúde pública

Henrique Carneiro

Uma política sobre drogas deve abranger os três circuitos de circulação das drogas psicoativas existentes na sociedade contemporânea: o das substâncias ilícitas, o das lícitas de uso recreacional e o das lícitas de uso terapêutico.

A divisão estrita entre estes três campos é recente e sempre vem se alterando. O álcool já foi remédio, tornou-se droga proibida e voltou a ser substância de uso lícito controlado. Outras, como os derivados da Cannabis, que por milênios fizeram parte de inúmeras farmacopéias, foram objeto de uma proscrição oficial no século XX, a ponto de a ONU querer “erradicar” essa planta, assim como outras tais como a coca e a papoula produtora de ópio. Hoje a Cannabis, entretanto, tem uso medicinal reconhecido em muitos estados norte-americanos e em outros países.

Qual a fronteira conceitual estrita, no entanto, que separa essas drogas? LSD, DMT ou MDMA, não possuem usos terapêuticos? O que é recreacional e o que é terapêutico? Esse último campo deve estar submetido apenas a monopólios de especialistas ou deve também abranger um amplo uso de técnicas de auto-cura? Leia o resto deste post »


E depois da legalização?

02/03/2010

Comunidade Segura

ENTREVISTA / Steve Rolles

Blueprint_capa_livro_edit.jpgProcessar usuários, punir os traficantes e queimar enormes quantidades de drogas ilegais não foram suficientes para acabar com a demanda mundial de drogas ao longo de 40 anos. Como em qualquer grupo de Alcoólicos Anônimos, reconhecer que se tem um problema é o primeiro passo. E depois, o que vem?

O que fazer depois que o mundo reconhecer o fracasso do modelo proibicionista é uma pergunta que o pesquisador Steve Rolles, da Transform Drug Policy Foundation, respondeu com sua publicação “After the War on Drugs: Blueprint for regulation” (“Depois da guerra contra as drogas: proposta para a regulação”), que foi lançado no Parlamento inglês e que está sendo apresentado em diferentes lugares da América Latina. No documento, Rolles formula detalhadamente como seria a regulação do mercado das drogas hoje ilícitas.

O documento será lançado em março no Brasil e Rolles antecipou para o Comunidade Segura os aspectos básicos de sua proposta sobre um mundo em que a produção, a venda e o consumo de todas as drogas seriam cuidadosamente regulamentados. “A forma mais eficaz de reduzir ao mínimo os efeitos nocivos das drogas é mediante a regulação”, é o ponto de partida da proposta.

De onde surgiu a idéia de escrever Blueprint?

Há um consenso crescente de que a guerra contra as drogas surtiu efeitos contraproducentes. Porém, levar o debate mais adiante tem sido difícil, pois não há uma visão clara do que seria um mundo posterior à guerra às drogas e isso favorece mitos e malentendidos. A legalização, que descreve um processo e não o ponto final de uma política – tem sido frequentemente mal apresentada ao público como um mercado livre e sem regulação, em que a heroína e o crack estariam disponíveis por aí para as crianças.

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Defesa de legalização não é apologia

25/02/2010

LUÍS FRANCISCO CARVALHO FILHO
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS

Lutar contra a lei faz parte do jogo democrático. A defesa da legalização do uso da maconha não se confunde com a apologia do crime.
A liberdade de manifestação do pensamento deveria prevalecer, mas liminares do Poder Judiciário têm impedido passeatas nos últimos anos. Os fundamentos destas decisões são falaciosos e se apegam a detalhes linguísticos. Como os manifestantes designam a manifestação como “marcha da maconha” e não “marcha pela legalização da maconha”, a intenção de fazer apologia seria nítida… Tenta-se proibir o próprio uso da palavra “maconha” em cartazes e camisetas…
O Judiciário não se volta contra a divulgação de argumentos de Estado: Fernando Henrique Cardoso é a favor da legalização da maconha por acreditar que seria mais racional uma política de prevenção ao abuso, e nem por isso o Ministério Público quer enquadrá-lo. O Judiciário se volta é contra aquele que tem na satisfação individual o motivo do gesto político. Leia o resto deste post »


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