O remédio virou doença para as mulheres

20/07/2010

Universitárias são mais dependentes de comprimidos do que ecstasy, cocaína e crack

por Fernanda Aranda, iG São Paulo

Atrás do balcão das farmácias, as jovens brasileiras encontram substâncias que provocam os mesmos efeitos buscados por homens em “bocas” de tráfico.

Se para o sexo masculino na faixa dos 20 e 30 anos, cocaína, crack e anabolizante são as drogas ilícitas mais utilizadas, entre as mulheres desta faixa etária as sensações entorpecentes são adquiridas com o abuso de medicamentos.

Mulheres, meninas e senhoras podem ficar dependentes de calmantes e ansiolíticos
A relação perigosa entre remédios e o universo feminino acaba de ser demonstrada em pesquisa feita pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), em parceria com a USP. Foram ouvidos 18 mil universitários, matriculados em instituições das 27 capitais brasileiras.

O risco de dependência de tranqüilizantes e ansiolíticos para as mulheres pesquisadas (9 mil no total) superou o índice encontrado para ecstasy, cocaína, solvente e crack. No público universitário feminino, 3,2% delas já são viciadas em calmantes e antidepressivos, terceira maior taxa de uso abusivo, atrás apenas da maconha (5%) e de um outro comprimido que também prende as mulheres, as anfetaminas (3,9%).

Para efeito comparativo, 14,6% das pesquisadas informaram usar tranqüilizantes e, na população em geral – conforme mostrou o último censo nacional feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – a média de uso não chegou a 1,5%.
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DDD (Dica Do DAR) – Dia Internacional da Mulher

07/03/2010

O DDD dessa semana aproveita o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, para indicar dois vídeos que têm como tema a luta por uma sociedade livre das opressões de gênero. O primeiro é um registro do “Ajoelhaço” realizado no Sarau do Binho, na periferia de São Paulo, no ano passado; o segundo é o vídeo feito pela Marcha Mundial das Mulheres em convite para sua Terceira Ação Internacional – Mulheres em Marcha até todas sejamos livres. O DDD recomenda também o site do Núcelo de Estudos de Gênero Pagu, da Unicamp – ali é possível se aprofundar mais nos debates, por exemplo com as edições completas dos importantes Cadernos Pagu. O anti-proibicionismo marcha lado a lado com a luta por uma sociedade sem opressões de nenhuma espécie!

Ajoelhaço:

Mulheres em Marcha:


Comemoração do Dia Internacional da Mulher completa 100 anos

05/03/2010

Brasil de Fato

Dafne Melo, da Redação

Por muito tempo acreditou-se que a escolha do 8 de março para ser o Dia Internacional das Mulheres foi devido à um incêndio em uma fábrica têxtil nos Estados Unidos que vitimou cerca de 150 trabalhadoras que organizavam uma greve contra às más condições de trabalho. Até mesmo militantes do movimento feminista aceitavam essa explicação. Desde a década de 1970, entretanto, novas pesquisas nessa área têm apontado que a escolha da data está ligada à história da Revolução Russa. “De fato houve esse incêndio nos EUA, um acontecimento trágico para o movimento sindical e feminista na época, mas o incêndio sequer teria ocorrido nessa data”, explica Tatau Godinho, militante da Marcha Mundial de Mulheres.

Ela explica que hoje se tem comprovado pelos documentos que a orientação para se realizar as comemorações e manifestações internacionais se deu em 1910, numa resolução da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, na Rússia, e que não havia uma indicação de data fixa para a comemoração. A reivindicação central seria o direito ao voto para as mulheres. Até a década de 1920 do século passado, as feministas realizaram as lutas em diferentes datas em seus países. Somente em 1922, após a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas é que foi sugerida a data do 8 de março. Leia o resto deste post »


Liberdade para todas as fêmeas, sejam canábicas ou humanas

04/03/2010

Mulher e Maconha 

Por Helena Ortiz*, para o Growroom

O tema sempre foi polêmico, mas silencioso. Agora, no entanto, ganha as ruas, ou pelo menos as páginas dos jornais. A luta pela legalização está nas manchetes, nas enquetes, nas discussões, nas roda de fumo e mesmo nas que ele passa longe. Ficou até fashion depois da circulação da Revista do Globo abordando o plantio de maconha em casa sob o título Agricultura de subsistência.

Se o tema é polêmico, melhor não perder o ímpeto. E por isso me reporto à a questão levantada por uma pessoa da platéia (um homem) no evento (sim, amigos, evento) promovido pelo Jornal O Globo na Oi Futuro, no Flamengo, em dezembro. Tratava da pouca participação (ou da ausência dela) das mulheres no movimento.

O tema não é novo. As mulheres são preteridas em qualquer movimento, oficial ou alternativo. Não que elas não fumem, plantem ou tenham argumentos interessantes, apenas não aparecem. Quando aparecem, muitas vezes são expostas como mais um objeto de desejo (e porque não dizer, consumo!?), ao lado de plantas vigorosas ou berlotas suculentas, como no site Garotas 420, em concursos de Miss Maconha.
Do “Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, para cá, o movimento feminista arrefeceu. As mulheres, conquistados os direitos básicos, como o do voto e do divórcio, hoje em dia pensam que tudo sempre foi assim e se preocupam em conservar seus divinos corpos com a magia da indústria, isto é, cirurgia plástica e cosmética. Leia o resto deste post »


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